No relatório gerencial de setembro de 2026, o MANA11 manteve a distribuição de rendimentos no patamar de R$ 0,12 por cota, repetindo o valor do mês anterior e resultando em um dividend yield anualizado de 16,8% sobre a cota de mercado de R$ 9,23. O fundo encerrou o terceiro trimestre entregando proventos no limite superior do guidance anterior. Para o quarto trimestre de 2026, a gestora divulgou um novo intervalo projetado entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota, uma leve redução no teto e no piso em relação ao guidance do período anterior, justificando a decisão pela postura de cautela frente às incertezas do pleito presidencial.
O resultado operacional do mês registrou uma retração acentuada, totalizando R$ 1,15 milhão, equivalente a R$ 0,031 por cota, contra R$ 3,64 milhões ou R$ 0,097 por cota em agosto. O principal fator para essa redução foi a apuração de um resultado extraordinário negativo de R$ 2,31 milhões na carteira de operações estruturadas. O gestor informou que, mediante monitoramento contínuo dos ativos, identificou deterioração nos fundamentos de uma das operações e optou por encerrar a exposição ao risco. Na comparação entre as carteiras, observa-se a saída integral do CRI Lafaete, ativo que representava R$ 12,21 milhões ou 3,52% do patrimônio líquido em agosto. Adicionalmente, as receitas de correção monetária de CRIs recuaram de R$ 270,9 mil para R$ 131,6 mil, refletindo a defasagem da deflação apurada em agosto.
A alocação total de recursos em ativos-alvo aumentou para 97,6% do patrimônio líquido, ante 95,5% no mês anterior, com o caixa reduzindo de 5,8% (R$ 20,2 milhões) para 3,9% (R$ 13,4 milhões). O fundo segue sem qualquer estrutura de alavancagem financeira. Houve um aumento tático na exposição à renda variável: a fatia de ações imobiliárias subiu de 3,1% para 4,1% do patrimônio, com ampliação de posições em construtoras como Tenda e Cury, enquanto a alocação em fundos imobiliários avançou de 10,8% para 11,5%. No livro de crédito estruturado, que passou a representar 62,3% do patrimônio, foi incluída a nova operação de CRI Due, com saldo de R$ 3,75 milhões (1,08% do patrimônio líquido).
O segmento de incorporação encerrou setembro em 19,7% do patrimônio líquido, dentro da faixa de exposição meta do fundo (15% a 20%). No investimento estruturado via FII Alicerce, em parceria com a Patrimar Engenharia, o percentual de vendas consolidado do portfólio avançou de 58% em agosto para 64% em setembro, puxado principalmente pelo projeto Connect Square, cujas vendas saltaram de 61% para 77% do VGV. Nos empreendimentos de Florianópolis via FII Turmalina B, o Physis Place atingiu 51% de vendas ante 49% no mês anterior, enquanto Natus permaneceu em 34%, Puerto Madero em 58% e Allure com 100% das unidades comercializadas.
No mercado secundário, a cota de mercado do MANA11 encerrou a R$ 9,23, revertendo o deságio de 1,02% de agosto para um ágio de 0,08% em relação à cota patrimonial de R$ 9,22. O volume médio de negociação diária teve desaceleração, caindo de R$ 1,4 milhão para R$ 763 mil por dia, e o giro mensal diminuiu de 8,84% para 4,67% das cotas. A base de investidores encerrou com 37.966 cotistas, acréscimo de 58 cotistas no mês. Em sua visão macroeconômica, a gestão destacou que, apesar da elevação das taxas de juros pelo banco central norte-americano, os ativos domésticos apresentaram recuperação técnica ditada pelas expectativas políticas locais, mantendo a estratégia do fundo centrada na preservação de capital e na alta representatividade de ativos de renda fixa defensivos.