O LVBI11 encerrou agosto com receita total de R$ 0,90 por cota e resultado distribuível de R$ 0,77 por cota, ante receita de R$ 0,93 e resultado também de R$ 0,77 em julho. O resultado de agosto foi impactado de forma não recorrente pela taxa de comercialização da locação da WGL, equivalente a R$ 0,01 por cota, enquanto em julho o impacto havia sido de R$ 0,02 por cota com Ollie Cosméticos e WGL. O rendimento anunciado subiu para R$ 0,80 por cota, pago em 08 de setembro, cumprindo o guidance de R$ 0,80 por cota para o segundo semestre de 2026 que havia sido sinalizado no relatório anterior, quando o pago foi de R$ 0,75 por cota.
Na ocupação, o LVBI11 não teve movimentações na competência de julho e manteve a vacância em 0,4% física e 0,3% financeira, mesmo patamar dos últimos meses. A gestão segue mapeando a devolução do módulo da Elfa Medicamentos no ativo Aratu prevista para setembro de 2026, o que elevaria a vacância física projetada para 0,8% a partir de setembro, mesma projeção já apresentada em julho. No lado comercial, continua em fase de minuta contratual a possível locação desse espaço, que se concluída levaria a vacância projetada de volta a zero. No mês foram feitos reajustes em 31.020 m² de ABL, volume bem menor que os 131.764 m² reajustados em julho.
Sobre a consolidação da plataforma de logística com incorporação do LVBI11 pelo HGLG, não houve avanço no mês. O processo segue aguardando parecer da CVM sobre a consulta de não concessão do direito de reembolso e, superadas as condições precedentes, a incorporação ocorreria em até 90 dias após o parecer. A expectativa que era para o primeiro semestre foi deslocada para o segundo semestre de 2026, sem gerência do gestor sobre o timing efetivo. A alavancagem também segue inalterada, com apenas a dívida do ativo Aratu de cerca de R$ 10 milhões, equivalente a 0,5% do patrimônio líquido, a IPCA mais 1,4% ao ano com vencimento em maio de 2032.
Nos indicadores, o patrimônio líquido subiu de R$ 1.941,6 milhões para R$ 1.950,2 milhões e a cota patrimonial foi de R$ 120,39 para R$ 120,99, enquanto o valor de mercado caiu de R$ 1.659,9 milhões para R$ 1.603,2 milhões e a cota de mercado de R$ 102,98 para R$ 99,46, levando o P/VP de 0,86 vez para 0,82 vez. Com a queda da cota e a alta do provento, o dividend yield anualizado de mercado passou de 8,7% para 9,7% e o patrimonial de 7,5% para 7,9%. O portfólio segue com 10 ativos, 38 locatários e 517.860 m² de ABL, com WALE de 3,6 anos ante 3,7 anos em julho, aluguel médio de R$ 29,2 por m² ante R$ 29,0 e preço médio de mercado de R$ 2.429 por m² ante R$ 2.553. A composição ficou em cerca de 96% em imóveis ante 97% em julho, 3% em FII ante 2% e 1% em caixa. Em bolsa, o LVBI11 caiu 2,7% no mês ante queda de 1,5% do IFIX, acumulando queda de 6,3% em 2026, com liquidez média diária subindo de R$ 2,9 milhões para R$ 4,2 milhões e base de cotistas recuando de 124,4 mil para 123,5 mil.