O principal destaque do relatório de setembro de 2026 do KORE11 é a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária com votação aberta até 12 de novembro de 2026. A proposta central apresentada pela gestão é a autorização para recompra e cancelamento de cotas do fundo quando negociadas com desconto em relação ao valor patrimonial, cenário atualmente verificado no mercado secundário, onde a cota a mercado fechou o mês a R$ 67,27 frente ao valor patrimonial de R$ 107,34. A pauta da assembleia também submete à deliberação regras para operações com potencial conflito de interesse na aplicação de caixa em liquidez e em transações imobiliárias com entidades ligadas à administradora e à gestora.
No âmbito operacional, o KORE11 não registrou novas movimentações de locatários em setembro, após a entrada da NETBR e a saída da UTC no mês anterior. A vacância física permaneceu estável em 5,70%, e a vacância financeira passou de 4,19% para 4,18%. O destaque operacional foi o recuo da vacância financeira ajustada por carências, que caiu de 5,92% em agosto para 4,86% em setembro, em função da evolução no cronograma de carências contratuais. O relatório detalha ainda a execução de benfeitorias nos ativos, incluindo obras no auditório e na garagem do Centro Empresarial Botafogo, instalação de serviços no Edifício Alameda Santos (com aprovação do Habite-se pós-retrofit), preparativos para café no Morumbi Office Tower e conclusão do paisagismo no Corporate Plaza.
Em relação aos resultados financeiros, o KORE11 manteve a distribuição em R$ 0,60 por cota. O resultado apurado foi de R$ 6,20 milhões (R$ 0,64 por cota), repetindo o padrão de geração superior ao montante distribuído e direcionando R$ 0,04 por cota para a reserva de lucros. O saldo da renda mínima garantida (RMG) teve consumo de R$ 650 mil no mês, fechando setembro em R$ 4,35 milhões, ante R$ 5,00 milhões em agosto. O saldo total de caixa encerrou o período em R$ 45,14 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 45,55 milhões do mês anterior.
No mercado secundário, o valor de mercado da cota avançou de R$ 65,40 em agosto para R$ 67,27 em setembro, enquanto a cota patrimonial passou de R$ 107,31 para R$ 107,34. A liquidez média diária diminuiu de R$ 2,16 milhões para R$ 1,74 milhão entre os períodos. O portfólio permanece concentrado em quatro edifícios corporativos, com prazo médio remanescente de locação de 3,20 anos e divisão da receita atrelada a IPCA (64,63%) e IGP-M (35,37%).