As demonstrações financeiras do KNUQ11 em 30 de junho de 2026 foram auditadas pela PwC, que emitiu opinião sem ressalvas. O principal foco da auditoria foi a existência e a mensuração dos CRIs, avaliados a valor justo com modelos e premissas de mercado. O patrimônio líquido alcançou R$ 2,175 bilhões, ante R$ 1,551 bilhão no ano anterior, com destaque para a integralização de cerca de R$ 625 milhões na quarta emissão. Os CRIs representavam R$ 1,988 bilhão, ou 91,4% do patrimônio líquido; a carteira também incluía R$ 207,9 milhões em operações compromissadas e R$ 6,7 milhões em cotas de outros FIIs. A maior parte dos CRIs era atrelada ao CDI, com algumas posições indexadas ao IPCA.
O lucro líquido foi de R$ 320,9 milhões, ante R$ 217,7 milhões no exercício anterior, incluindo R$ 311 milhões em rendimentos de CRIs. Foi registrada provisão de R$ 15,5 milhões para perdas esperadas em três CRIs com sinais de deterioração de crédito, equivalente a 0,09% do patrimônio líquido. As distribuições somaram R$ 306,5 milhões, contra R$ 214,4 milhões no ano anterior, e corresponderam a 102% do lucro-base-caixa de R$ 299,3 milhões. O relatório também informa saldo acumulado de R$ 35,7 milhões em “lucro caixa a compensar”, associado à diferença de prazo entre o reconhecimento contábil e o recebimento dos valores em caixa.
As notas destacam riscos de crédito, de variação dos preços dos ativos e de liquidez. Como fundo fechado, o KNUQ11 não permite resgate ordinário das cotas, e a venda depende da negociação no mercado secundário. Após o encerramento do exercício, em 1º de setembro de 2026, foi anunciada a quinta emissão, de até 3,5 milhões de cotas a R$ 100,55 cada, com captação máxima divulgada de R$ 351,9 milhões.