O relatório de setembro de 2026 do KNUQ11 tem como destaque central o encerramento de etapas de sua 5ª emissão de cotas, que captou R$ 29,2 milhões no direito de preferência e R$ 343,1 milhões na primeira série, somando mais de R$ 372 milhões em novos recursos. Essa captação impulsionou o patrimônio líquido do fundo de R$ 2,16 bilhões em agosto para R$ 2,53 bilhões em setembro, ampliando a base de investidores para 59.885 cotistas. No mesmo sentido, a liquidez média diária no mercado secundário aumentou de R$ 3,85 milhões para R$ 5,55 milhões.
Como consequência da entrada do capital da oferta ainda não totalmente investido, a posição mantida em caixa e títulos públicos subiu substancialmente de 9,5% para 19,4% do patrimônio líquido. Em contrapartida, o percentual alocado em ativos-alvo recuou de 85,9% para 76,9%, sendo 76,6% em certificados de recebíveis imobiliários. A taxa média da carteira de CRI a mercado ajustou-se de CDI + 4,98% para CDI + 4,73% ao ano, e o prazo médio dos papéis passou de 2,9 para 4,3 anos. Na composição por indexadores, a exposição a ativos em CDI foi de 80,8% para 76,8%, a parcela em inflação caiu de 9,4% para 3,5% e os instrumentos atrelados à taxa Selic e caixa responderam por 19,4%.
A gestão intensificou o ritmo de compras para alocar os recursos captados, realizando investimentos de R$ 145,4 milhões no período, valor bastante superior aos R$ 63,5 milhões aplicados em agosto. Os principais desembolsos foram destinados ao Projeto Barra da Tijuca, que absorveu R$ 57,0 milhões a uma taxa de CDI + 4,50%, e ao Projeto Beach, com R$ 32,1 milhões a CDI + 5,00%. Também foram reforçadas operações pulverizadas de home equity via CashMe, com R$ 24,6 milhões a CDI + 4,36%, e Creditas, com R$ 20,0 milhões a CDI + 4,82%, além de aportes menores nos projetos Curitiba e Ori Praça da Árvore e no papel prefixado Crediblue.
Na parte contábil, o resultado gerado por cota recuou de R$ 1,04 em agosto para R$ 0,88 em setembro. Essa queda reflete a diluição temporária provocada pelo aumento no número de cotas emitidas antes da conversão integral do caixa em ativos de maior rentabilidade. A distribuição de rendimentos para os cotistas detentores do ticker KNUQ11 foi de R$ 1,15 por cota, ante R$ 1,20 no mês anterior, enquanto as cotas transitórias da emissão receberam frações proporcionais ao período liquidado. Para manter a distribuição acima do resultado gerado no mês, o fundo utilizou reservas contábeis acumuladas, reduzindo esse saldo de R$ 0,44 para R$ 0,25 por cota.
Na visão de mercado, a gestão comentou a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual deliberada pelo Copom, fixando a taxa básica em 13,75% ao ano. O relatório ressalta que, embora os juros permaneçam em patamar restritivo e favorável aos fundos de perfil pós-fixado, os novos investimentos em andamento buscam recompor a rentabilidade média do portfólio conforme os recursos em caixa forem gradativamente consumidos pelas novas operações.