As demonstrações financeiras do KNRI11, referentes ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026, receberam opinião sem ressalvas da PwC. O principal foco da auditoria foi a existência e a avaliação dos imóveis, que representam a maior parte dos ativos e dependem de premissas como vacância, aluguéis e taxas de desconto. A auditoria analisou os laudos de avaliação e a documentação dos imóveis.
O fundo teve lucro líquido de R$ 377,7 milhões, próximo dos R$ 376,4 milhões do exercício anterior, e receitas de aluguel de R$ 316,8 milhões, ante R$ 308,9 milhões. O patrimônio líquido subiu para R$ 4,612 bilhões, e o valor patrimonial por cota passou de R$ 163,03 para R$ 163,51. O rendimento médio distribuído foi de R$ 12,91 por cota, equivalente a 7,92% ao ano. No exercício, foram pagos R$ 353,4 milhões; outros R$ 38,9 milhões relativos ao resultado de 2026 foram pagos em julho.
A carteira imobiliária, composta por imóveis comerciais e logísticos, foi avaliada em R$ 4,219 bilhões, ante R$ 4,375 bilhões em 2025; os CRIs somavam R$ 324 milhões. No período, o KNRI11 elevou para 70% sua participação na Torre Crystal do empreendimento Rochaverá e vendeu 90% do Jundiaí Industrial Park por R$ 255 milhões, além do Edifício Athenas por R$ 95 milhões. As vendas geraram parcelas futuras a receber, que, somadas a valores de outras alienações, totalizavam R$ 303,7 milhões. O documento também destaca riscos relacionados a vacância, inadimplência, oscilações de mercado, liquidez e mudanças regulatórias e tributárias.