As demonstrações financeiras do KNIP11, referentes ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026, receberam opinião sem ressalvas da EY. O auditor destacou a avaliação a valor justo dos CRIs como principal tema da auditoria, devido à relevância desses ativos na carteira e às premissas de crédito, e considerou aceitáveis os critérios utilizados pela administradora.
O patrimônio líquido ficou em R$ 7,37 bilhões, praticamente estável ante os R$ 7,38 bilhões do ano anterior. Os CRIs somavam cerca de R$ 7,24 bilhões, aproximadamente 98% do patrimônio líquido. Foi registrada provisão para perdas esperadas de R$ 6,72 milhões sobre dois CRIs com sinais de deterioração de crédito, equivalente a 0,09% do patrimônio líquido; havia também R$ 609,2 milhões em compromissadas reversas lastreadas em CRIs.
O lucro líquido caiu de R$ 890,9 milhões para R$ 810,0 milhões, enquanto o resultado abrangente aumentou de R$ 683,6 milhões para R$ 791,6 milhões, com ajustes negativos a valor justo menores. A distribuição de resultados registrada no exercício foi de R$ 801,6 milhões, com média de R$ 10,01 por cota, ante R$ 11,02 no exercício anterior. Em 30 de junho, a cota fechou a R$ 92,50, frente ao valor patrimonial de R$ 92,06. O documento ressalta riscos de crédito, oscilações de mercado e liquidez; por ser um fundo fechado, não há resgate de cotas durante sua vigência e a saída depende da negociação no mercado secundário.