No mês de setembro de 2026, o KNIP11 anunciou a distribuição de rendimentos de R$ 0,60 por cota, patamar inferior aos R$ 0,65 por cota pagos no mês anterior. O resultado contábil líquido gerado no período recuou de R$ 51,2 milhões (R$ 0,63 por cota) em agosto para R$ 36,9 milhões (R$ 0,46 por cota) em setembro. Para manter a distribuição no nível divulgado, a gestão consumiu parte da reserva acumulada, que passou de R$ 0,93 para R$ 0,80 por cota. A retração nos resultados decorre da defasagem habitual de dois meses na apuração dos ativos corrigidos por inflação, que refletiram as variações do IPCA de julho (0,07%) e a deflação pontual de agosto (-0,32%), provocada pelo Bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica. De forma prospectiva, o relatório destaca a expectativa de aceleração do indicador, com projeção de inflação mensal de 0,72% para setembro e projeção Focus para o IPCA de 2026 mantida em 5,01%.
A taxa média ponderada a mercado da carteira de CRI encerrou setembro em IPCA + 9,79% ao ano, ante IPCA + 10,34% ao ano em agosto, mantendo duration em 4,0 anos. A alocação em CRI fechou em 93,3% do patrimônio líquido, levemente abaixo dos 94,2% do mês anterior. Houve reestruturação nos instrumentos de liquidez: a fatia de instrumentos de caixa, que era de 8,7% em agosto, foi redistribuída em 8,0% em LCIs a 90% do CDI e 1,6% em caixa direto. Em termos de indexadores totais, o fundo encerrou o período com 90,7% em IPCA, 7,7% em CDI e 1,5% em Selic, frente a 91,5% em IPCA e 8,5% em Selic registrados em agosto. A divisão setorial permaneceu praticamente inalterada, liderada por shoppings (33,1%), galpões logísticos (25,5%) e escritórios (18,4%).
O ritmo de alocações foi mais moderado em setembro, totalizando R$ 21,7 milhões destinados ao CRI Galleria 140 Sênior à taxa de IPCA + 9,01%, contra R$ 77,6 milhões investidos em agosto. No passivo financeiro, o nível de operações compromissadas reversas permaneceu inalterado em 2,9% do patrimônio líquido. O patrimônio líquido do KNIP11 avançou para R$ 7,62 bilhões, elevando a cota patrimonial de R$ 93,38 para R$ 95,11. No mercado secundário, a cotação recuou de R$ 91,29 para R$ 89,20, ampliando o deságio patrimonial. A liquidez média diária cresceu de R$ 8,31 milhões para R$ 9,51 milhões, enquanto a base de cotistas teve discreta redução de 72.683 para 71.743 investidores.