O informe anual do KNCR11, referente ao período de julho de 2025 a junho de 2026, mostra uma carteira concentrada em recebíveis imobiliários: em junho de 2026, os CRIs representavam cerca de 78,7% do patrimônio líquido. A composição informada incluía 78,6% dos ativos atrelados ao CDI, 0,1% à inflação, 12,6% em LCI e 8,7% à Selic. No período, o fundo distribuiu R$ 14,44 por cota.
O KNCR11 adquiriu diversos CRIs emitidos por securitizadoras como Opea, Bari, Artesanal, Companhia Província, Riza e Vert, usando recursos de emissões de cotas. Para os próximos exercícios, a gestão pretende buscar investimentos alinhados à política do fundo, especialmente CRIs corporativos e, sempre que possível, com garantias adequadas. A base de cotistas era pulverizada: cerca de 567,9 mil investidores, com 94% das cotas em mãos de pessoas físicas.
O documento descreve um cenário de juros elevados, com a Selic em 15% até o início de 2026 e reduções até 14,25% em junho; em agosto, houve novo corte, para 14%. A gestão ressalta a persistência de pressões inflacionárias e informa que as próximas decisões dependeriam dos dados econômicos. As projeções citadas para o fim de 2026 eram de IPCA de 5,02% e Selic de 13,75%. A gestora considera os resultados compatíveis com os objetivos do fundo e as condições do período, sem que o desempenho passado represente garantia de rentabilidade futura.