O prospecto apresenta a 13ª emissão do KNCR11, com oferta inicial de até 24.387.865 cotas a R$ 102,63 cada, totalizando até R$ 2,503 bilhões. A oferta pode ser ampliada em até 25% e aceita distribuição parcial, desde que sejam captadas ao menos 300 mil cotas, equivalentes a R$ 30,789 milhões. Há taxa de distribuição de 2%, ou R$ 2,05 por cota, paga pelos subscritores e não incluída no preço, levando o desembolso de referência a R$ 104,68 por cota. Cotistas atuais têm direito de preferência proporcional; a primeira série é destinada a investidores em geral e a segunda, a clientes de segmentos do Itaú Unibanco. As cotas só poderão ser negociadas após o encerramento da oferta e a liberação da B3, e a distribuição será feita sob melhores esforços, sem garantia de captação integral.
Os recursos líquidos serão aplicados conforme a política do fundo, a critério da Kinea; na data do prospecto, não havia ativos específicos previamente definidos para aquisição. Mais de 50% do patrimônio deve ser investido em CRIs, com possibilidade de aplicações também em LCI, LH, outros ativos elegíveis e ativos de liquidez. Em 31 de agosto de 2026, o patrimônio líquido informado era de cerca de R$ 10,99 bilhões, com carteira concentrada principalmente em CRIs, em sua maioria ligados ao CDI, além de posições em LCI, cotas de FIIs e títulos públicos. O regulamento indica como objetivo 100% da variação da Taxa DI; já o estudo do gestor simula distribuições líquidas de impostos acima de 13% ao ano, cerca de 120% do CDI, mas ressalta que são projeções baseadas em premissas, sem garantia de resultado.
Após a oferta, está prevista assembleia para deliberar sobre a aquisição de LCI e LH elegíveis e de outros ativos que possam envolver conflitos de interesse por ligação com o administrador, o gestor ou partes relacionadas. A aprovação dos cotistas é necessária, e a procuração disponibilizada para votação é facultativa e revogável. A documentação também inclui proposta para permitir a recompra de cotas pelo fundo exclusivamente para cancelamento, limitada a 10% das cotas em 12 meses e a preço inferior ao valor patrimonial, caso aprovada.
O prospecto destaca riscos de inadimplência e crédito, oscilações de mercado e de juros, marcação a mercado, concentração, baixa liquidez e mudanças tributárias. Como o fundo é fechado, não há resgate de cotas; o valor investido pode sofrer perdas e, em situações previstas no regulamento, cotistas podem ser chamados a aportar recursos adicionais. Não há garantia de rentabilidade nem cobertura do FGC. A oferta foi registrada pelo rito automático, sem análise prévia do conteúdo pela CVM, e as novas cotas não possuem classificação de risco por agência.