As demonstrações do exercício encerrado em 30 de junho de 2026 receberam opinião sem ressalvas da PwC. O patrimônio líquido do KNCR11 chegou a R$ 10,97 bilhões, ante R$ 7,79 bilhões no ano anterior, com a integralização de R$ 3,13 bilhões na 12ª emissão de cotas. O lucro líquido avançou de R$ 928 milhões para R$ 1,38 bilhão, alta de cerca de 48%.
A carteira é concentrada em crédito imobiliário: os CRIs somavam R$ 8,49 bilhões, cerca de 77% do patrimônio líquido, enquanto as LCIs totalizavam R$ 903,7 milhões e as cotas de outro FII, R$ 155,2 milhões. O rendimento dos CRIs foi a principal fonte de resultado, com R$ 1,30 bilhão no exercício. A auditoria destacou a existência e a mensuração desses títulos como foco principal e considerou consistentes os critérios de avaliação examinados.
Os rendimentos registrados para distribuição no exercício totalizaram R$ 1,35 bilhão, com média de R$ 14,45 por cota. Esse montante correspondeu a 107% do lucro-caixa do período, de R$ 1,26 bilhão; as notas informam saldo acumulado de R$ 306,9 milhões de lucro-caixa a compensar, devido à diferença entre o reconhecimento contábil e o recebimento dos recursos. Em 30 de junho, a cota patrimonial era de R$ 102,48 e a cotação de fechamento, de R$ 107,89.
Entre os riscos apontados estão inadimplência dos devedores, variações de juros e inflação que afetam a avaliação dos ativos e baixa liquidez das cotas no mercado secundário; por ser um fundo fechado, não há resgate de cotas. Como evento subsequente, o documento registra uma proposta de 13ª emissão de até 24,39 milhões de cotas a R$ 102,51 cada, com possibilidade de lote adicional de até 25%, sujeita às deliberações e procedimentos aplicáveis.