O KNCR11 divulgou seu Informe Anual referente ao exercício social encerrado em 30 de junho de 2026, com competência de junho de 2026. Trata-se de um fundo imobiliário de prazo indeterminado, voltado para investidores em geral e negociado na Bovespa, administrado pela Intrag DTVM, gerido pela Kinea Investimentos, com custódia do Itaú Unibanco e auditoria da PricewaterhouseCoopers. O fundo possui cerca de 107 milhões de cotas emitidas e uma base bastante pulverizada de aproximadamente 567,8 mil cotistas, sem nenhum cotista com mais de 5 por cento das cotas, sendo cerca de 94 por cento das cotas detidas por pessoas físicas e 6 por cento por pessoas jurídicas.
No período, o KNCR11 realizou diversas aquisições de Certificados de Recebíveis Imobiliários conforme sua política de investimento, todas com recursos provenientes de emissão de cotas, com destaque para operações junto à Opea Securitizadora, Bari, Artesanal, Província, Riza e Vert, incluindo a maior compra de 425 milhões de reais na série 1 da 584ª emissão da Opea. Ao final de junho de 2026, o fundo estava com cerca de 78,7 por cento do patrimônio líquido alocado em CRI, com exposição concentrada em CDI com 78,6 por cento dos ativos, além de 12,6 por cento em LCI, 8,7 por cento em Selic e 0,1 por cento em inflação. Entre julho de 2025 e junho de 2026 o portfólio proporcionou distribuição total de 14,44 reais por cota, resultado que na visão do gestor está aderente aos objetivos do fundo e às condições de mercado. Para os exercícios seguintes, o gestor informa que segue prospectando oportunidades e espera investir os recursos disponíveis em CRI de natureza corporativa, sempre que possível com garantias adequadas.
O documento também traz a análise sobre a conjuntura, destacando que a Selic ficou mantida em 15,00 por cento ao ano até o início de 2026 e depois passou por cortes de 0,25 ponto em março, abril e junho, chegando a 14,25 por cento, com novo corte em 5 de agosto de 2026 para 14,00 por cento, em um ambiente de inflação ainda acima do teto da meta e expectativas desancoradas. Segundo o relatório Focus citado, a projeção é de Selic em 13,75 por cento e IPCA em 5,02 por cento no fim de 2026. O informe registra ainda que foi pago cerca de 98,4 milhões de reais em remuneração no ano de referência, equivalente a 1,03 por cento do patrimônio contábil, que os ativos são avaliados a valor justo por marcação a mercado conforme manual do custodiante, que não há processos judiciais relevantes informados e que os fatores de risco estão detalhados em anexo, além de informações sobre regras de assembleias e política de divulgação.