O relatório intermediário de outubro de 2026 do KNCR11 destaca como principal movimento a alocação quase integral de seus recursos em ativos-alvo, passando de 93,6% para 99,8% do patrimônio líquido. A posição em LCI, que totalizava 5,6% do portfólio (R$ 610,3 milhões) em setembro, foi totalmente zerada para fazer frente aos novos investimentos, reduzindo a parcela em caixa para 0,2%.
Essa elevação na alocação decorreu de novas aplicações no volume de R$ 664,4 milhões. O maior desembolso concentrou-se na aquisição de cotas seniores do FII Pulverizado DI +, somando R$ 658,6 milhões à taxa de CDI + 2,15% ao ano e relação empréstimo/garantia (LTV) de aproximadamente 55%. O saldo remanescente, de R$ 5,8 milhões, foi alocado no CRI Crediblue 159 Sênior, com retorno prefixado a 15,00% ao ano e LTV próximo a 45%.
A carteira do KNCR11 preservou sua orientação predominantemente pós-fixada, com 99,0% dos ativos indexados ao CDI e remuneração média marcada a mercado em CDI + 2,00% ao ano, ligeiramente acima dos CDI + 1,99% do período anterior, enquanto o prazo médio recuou de 3,5 para 3,2 anos. A exposição setorial seguiu estável, liderada pelo segmento de escritórios com 39,7%, shoppings com 28,0% e logística com 12,3%. A gestão reiterou a inexistência de ocorrências de crédito negativas na carteira.
No campo dos rendimentos, os dividendos referentes a setembro foram mantidos em R$ 1,13 por cota, pagos em 14 de outubro de 2026, o que representou rentabilidade equivalente a 102% do CDI (ou 120% do CDI sob tributação de 15%). O resultado apurado no mês ficou em R$ 1,12 por cota, exigindo um uso mínimo do saldo acumulado, de forma que a reserva não distribuída fechou estável em R$ 0,37 por cota.
O patrimônio líquido do fundo avançou para R$ 11,01 bilhões, acompanhado por um incremento na cota patrimonial de R$ 102,57 para R$ 102,83, em contrapartida ao recuo da cota de mercado de R$ 106,40 para R$ 105,10. Observou-se também um salto na liquidez média diária de negociação, que passou de R$ 24,96 milhões para R$ 33,23 milhões. O gestor contextualizou ainda o corte da Selic para 13,75% ao ano promovido pelo Copom, ressaltando o caráter ainda restritivo da política monetária e a sustentação dos proventos atrelados ao CDI.