O relatório gerencial do KNCR11 referente a setembro de 2026 destaca uma forte aceleração no ritmo de alocação de recursos, concretizando a expectativa de desembolsos futuros indicada no mês anterior. O fundo realizou novos investimentos no montante de R$ 1,19 bilhão a uma taxa média de CDI + 1,76% ao ano. Como consequência direta dessas movimentações, o percentual do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo avançou de 83,2% em agosto para 93,6% em setembro, provocando a redução das posições em LCI de 13,7% para 5,6% e dos instrumentos de caixa de 3,1% para 0,8%.
Entre as principais operações adquiridas estão as cotas seniores do FII Castello Branco (R$ 250,0 milhões a CDI + 1,25%), o CRI TRXF - Portfolio Iguatemi (R$ 240,0 milhões a CDI + 1,45%) e três operações de CRI com a JFL nos edifícios JFL125, AVNU e JML747, que totalizaram mais de R$ 400 milhões a uma taxa de CDI + 2,25%. Em razão dessas entradas, a exposição ao segmento residencial subiu de 3,3% para 6,8% da carteira, enquanto escritórios recuaram de 43,1% para 39,8% e shoppings passaram de 27,1% para 28,0%. A carteira de CRIs e FIIs segue concentrada no indexador CDI, que subiu de 96,1% para 98,6% de representatividade, com taxa média marcada a mercado de CDI + 1,99% ao ano e prazo médio de 3,5 anos, ante CDI + 2,01% e 3,9 anos em agosto.
No âmbito contábil e de rendimentos, o KNCR11 declarou a distribuição de R$ 1,13 por cota referente a setembro, contra R$ 1,15 por cota no mês imediatamente anterior. O resultado gerado no período foi de R$ 1,12 por cota, somando R$ 120,1 milhões, frente a R$ 1,14 por cota e R$ 122,5 milhões apurados em agosto. Observou-se uma mudança relevante na composição das receitas: o resultado de FIIs cresceu de R$ 3,6 milhões para R$ 9,2 milhões, refletindo a nova alocação, enquanto os ganhos com LCI e caixa caíram de R$ 8,7 milhões e R$ 11,0 milhões para R$ 7,1 milhões e R$ 9,8 milhões, respectivamente. A reserva acumulada não distribuída teve acréscimo, passando de R$ 0,33 para R$ 0,37 por cota.
A base de investidores do KNCR11 continuou crescendo e atingiu 593.709 cotistas ao final de setembro, comparado a 586.131 em agosto. A liquidez média diária teve elevação expressiva, passando de R$ 19,98 milhões para R$ 24,96 milhões. No mercado secundário, a cota encerrou o mês cotada a R$ 106,40, vindo de R$ 108,09 em agosto, enquanto o valor patrimonial por cota variou ligeiramente de R$ 102,64 para R$ 102,57. Por fim, a gestão reportou o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Copom, para 13,75% ao ano, e informou que o portfólio segue sem registros de eventos negativos de crédito.