O informe anual de KNCA11, com competência em junho de 2026, registra aquisições de CPRs, CRAs e um CRI que somam aproximadamente R$ 340,5 milhões, financiadas por emissões de cotas. Ao fim de junho, cerca de 69,4% do patrimônio líquido estava alocado em CRA e 13,7% em Fiagro FIDC. A composição informada incluía 42,7% dos ativos ligados à inflação, 38% ao CDI, 14,6% à Selic e 2,4% prefixados, além de 2,3% em LCI. A gestora afirma que busca novas oportunidades, principalmente em CRAs corporativos e, quando possível, com garantias adequadas.
Entre julho de 2025 e junho de 2026, a distribuição total foi de R$ 13,14 por cota, resultado que a gestora considerou alinhado aos objetivos do fundo e às condições de mercado. O regulamento prevê a distribuição de pelo menos 95% dos lucros apurados pelo regime de caixa, com apuração semestral e possibilidade de pagamentos mensais. As taxas máximas de administração e gestão somam 1,20% ao ano; o informe registra pagamentos de R$ 26,4 milhões no ano, equivalentes a 1,20% do patrimônio contábil e 1,29% do patrimônio a valor de mercado.
O cenário econômico descrito é de juros ainda elevados e expectativas de inflação próximas de 5%. A Selic caiu de 15% ao ano para 14,25% em junho de 2026, e a seção de perspectivas registra novo corte para 14% em agosto. O Focus de 21 de agosto citado no documento projetava IPCA de 5,02% e Selic de 13,75% ao fim de 2026.
O informe destaca riscos de crédito, oscilações de mercado, baixa liquidez e mudanças macroeconômicas, regulatórias e tributárias. Como o fundo é fechado, não há resgate de cotas, e pode ser difícil vendê-las no mercado secundário. Esses fatores podem afetar os rendimentos e o valor das cotas, além de causar atraso ou perda do capital investido; o documento ressalta que resultados passados não garantem os futuros.