No relatório de setembro de 2026, o KFOF11 registrou um patrimônio líquido de R$ 609,65 milhões e uma cota patrimonial de R$ 86,91, frente a R$ 87,10 em agosto. A cota de mercado avançou de R$ 77,53 para R$ 77,97, o que reduziu o deságio em relação ao valor patrimonial de 10,98% para 10,29%. No período, a rentabilidade da cota patrimonial foi de 0,71%, superando o IFIX, que recuou 0,20%.
A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,80 por cota, com pagamento previsto para outubro de 2026 e dividend yield de 12,31%. O resultado mensal totalizou R$ 5,87 milhões, ante R$ 5,63 milhões em agosto, refletindo um aumento nas receitas com dividendos de FIIs, que passaram de R$ 5,07 milhões para R$ 5,19 milhões, e a recuperação no ganho de capital líquido com alienações, que gerou R$ 31,6 mil contra um resultado negativo de R$ 25,4 mil no mês anterior. O fundo manteve sua reserva acumulada não distribuída em R$ 0,80 por cota, conservando a projeção de rendimentos futuros entre R$ 0,75 e R$ 0,85 por cota.
Na alocação da carteira, a gestão reduziu a posição de caixa e LCI de 16,7% em agosto para 12,6% em setembro (9,0% em caixa e 3,6% em LCI), elevando a exposição em cotas de FIIs de 79,0% para 83,6% do patrimônio. O movimento comprador totalizou 3,02% do patrimônio líquido, concentrado principalmente no segmento de Escritórios (+1,78%), além de aportes em FIIs de CRI (+0,57%), Shoppings/Varejo (+0,42%), Híbridos (+0,16%) e Multiestratégia (+0,08%). Sob a ótica de classificação interna, a alocação tática teve um salto de 16,7% para 34,4%, enquanto a alocação com viés imobiliário de longo prazo passou de 48,7% para 53,0%. A posição direta no CRI Even foi mantida, representando 3,8% do patrimônio líquido.
A estratégia adotada pelo gestor buscou aproveitar o desconto de negociação de ativos em relação ao valor patrimonial para viabilizar ganho de capital em tijolo e carrego elevado em recebíveis. O relatório estima um potencial de valorização total da carteira de 33,50%, considerando a combinação do deságio das cotas investidas e o deságio da cota de mercado do KFOF11. No cenário macroeconômico, a gestão observou a redução da taxa Selic para 13,75% sem compromisso de novos cortes, o fechamento dos juros reais de três anos de 8,12% para 7,57% e as pressões trazidas pelo ambiente geopolítico e eleitoral, indicando que a liquidez remanescente seguirá sendo alocada de forma seletiva.