O relatório mensal de gestão do JURO11, referente a julho de 2026, apresenta um fundo de renda fixa que aplica em debêntures incentivadas, isento de Imposto de Renda para pessoas físicas e com meta de retorno de 2,0% ao ano acima do IMA-B 5. Em 31/07/2026, a cota patrimonial estava em R$ 100,41 e a cota de mercado na B3 em R$ 96,40, com patrimônio líquido de R$ 2,1 bilhões e 93.027 cotistas. O carrego da carteira foi de IPCA + 9,5% ao ano, com spread de crédito de 1,1% ao ano, duration de 3,5 anos e duration do spread de crédito de 4,7 anos. O caixa representava 9% do patrimônio e 91% estava alocado em debêntures, com maior concentração nos setores de geração de energia, distribuição de energia, rodovias, saneamento e telecomunicações.
Sobre as distribuições, foi anunciado o pagamento de R$ 0,75 por cota referente a julho, com pagamento em 14/08/2026, o que resultou em dividend yield de 10,2% nos últimos 12 meses. O relatório lembra que em junho não houve distribuição, e que a política do fundo está condicionada à preservação da cota patrimonial em relação à referência de R$ 100 por cota, de modo que os pagamentos mensais dependem da manutenção de resultado acumulado positivo. Após a distribuição de julho, a cota patrimonial permaneceu em R$ 100,41, mantendo reserva acumulada de R$ 0,41 por cota, e o gestor afirmou que pretende retomar distribuições alinhadas ao carrego da carteira, em torno de R$ 1,00 por cota, se as condições de mercado e a evolução da cota permitirem.
No comentário do gestor, foi destacada uma leve abertura nos spreads das debêntures incentivadas em julho, com melhora do fluxo da indústria e resgates líquidos recuando para cerca de R$ 2 bilhões, o que reduz a pressão por vendas forçadas, mas ainda sem retomada consistente de captação. O fundo manteve duration equivalente a 1,5 ano acima do IMA-B 5, e o carrego do índice passou para IPCA + 8,4% ao ano, enquanto ajustes na carteira de crédito mantiveram o spread médio em 1,1% ao ano e reduziram a duration de crédito para 4,7 anos. Em rentabilidade, o JURO11 rendeu 1,01% no mês, 4,32% no ano, 9,97% em 12 meses e 80,1% desde o início, contra 1,24%, 7,80%, 13,18% e 57,7% do IMA-B 5 nos mesmos períodos. Na atribuição de performance dos últimos 12 meses, a marcação de crédito teve impacto negativo de 1,8% e a alocação dinâmica de -0,7%, enquanto o carrego de crédito contribuiu com +0,7%.
A carteira é bastante diversificada, com 274 posições listadas e predominância de ativos com rating AAA e AA, além de algumas posições em emissores de rating mais baixo, como Braskem (D e C), CSN Mineração (A-, B) e Vero (A+), que aparecem com spreads de crédito elevados. O documento também traz a descrição das cinco maiores posições em ordem alfabética e as características do fundo, como taxa de administração de 1,0% ao ano, sem taxa de performance, administração do BTG Pactual e gestão da Sparta, além de relembrar que a rentabilidade divulgada é líquida de taxa de administração, mas não de impostos, e que rentabilidade passada não garante resultados futuros.