O JURO11 investe em crédito de infraestrutura, principalmente em debêntures incentivadas, e tem como meta superar o IMA-B 5 em 2% ao ano. No fechamento de agosto, a cota patrimonial era de R$ 100,28 e a cota negociada na B3, de R$ 95,87, representando deságio de cerca de 4%. O carrego da carteira estava em IPCA + 9,2% ao ano, com spread de crédito de 1,2%.
A gestora relatou leve abertura dos spreads de crédito e desaceleração dos resgates nos fundos abertos da classe, embora ainda sem retomada consistente das captações; por isso, apontou possibilidade de novos episódios de volatilidade. As taxas reais tiveram pequeno alívio, e a carteira manteve exposição a risco de mercado cerca de 1,5 ano acima do IMA-B 5. O BTG Pactual foi contratado como segundo formador de mercado, ao lado da XP, com início previsto para setembro, para ampliar a profundidade das negociações.
Considerando a cota patrimonial ajustada pelas distribuições, o JURO11 rendeu 0,86% em agosto, acumulou 5,22% no ano e 8,80% em 12 meses. No mesmo período de 12 meses, o IMA-B 5 avançou 13,28%. A marcação de crédito teve impacto negativo de 2,8 pontos percentuais no resultado do fundo em 12 meses, parcialmente compensado pelo carrego de crédito, que contribuiu com 0,7 ponto percentual.
A distribuição anunciada para agosto foi de R$ 1,00 por cota, com pagamento em 15 de setembro. A gestora informou que pretende manter pagamentos próximos desse valor nos meses seguintes, condicionados à evolução da cota patrimonial em relação à referência de R$ 100 e à manutenção de resultado acumulado positivo. Ao fim do mês, 92% da carteira estava em debêntures e 8% em caixa; os principais setores eram geração de energia, com 24%, distribuição de energia, com 16%, rodovias, com 10%, e saneamento, com 9%.