No mês de setembro de 2026, o IRIM11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,75 por cota, mesmo com a redução do resultado de caixa para R$ 0,66 por cota, comparado aos R$ 0,90 apurados em agosto. A retração do resultado mensal decorreu da menor contribuição da linha de correção monetária dos CRIs, cuja receita recuou de R$ 6,50 milhões em agosto para R$ 3,27 milhões em setembro, refletindo as leituras baixas e deflacionárias prévias do IPCA. Para sustentar a distribuição, a gestão recorreu a reservas geradas em meses anteriores, reduzindo o resultado acumulado no semestre de R$ 0,46 para R$ 0,10 por cota. A gestão sinalizou que o efeito da inflação baixa ainda deve pressionar o resultado de outubro, projetando recuperação a partir de novembro em razão da alta de 0,82% do IPCA em setembro, diante da defasagem de dois meses da carteira.
Em termos patrimoniais, o valor da cota do IRIM11 avançou de R$ 81,91 para R$ 82,79, com patrimônio líquido de R$ 2,91 bilhões, enquanto o valor de mercado encerrou em leve queda, negociado a R$ 60,89 frente aos R$ 61,28 de agosto. A composição de ativos fechou o mês dividida em 79% em CRIs, 18% em FIIs, 2% em caixa e 1% em outros ativos. A estrutura de capital manteve 3,2% do patrimônio líquido alocados em operações compromissadas reversas a um custo médio de CDI mais 0,40% ao ano, com vencimentos alinhados ao cronograma de amortização dos créditos.
Na carteira de CRIs, as novas alocações concentraram-se na compra do CRI LBA Série Sênior, equivalente a 0,34% do patrimônio líquido à taxa de CDI mais 3,0% ao ano, e no acréscimo de 0,10% do patrimônio no CRI Hapvida à taxa de CDI mais 18,0% ao ano. No monitoramento de créditos, o CRI Manara teve alteração em seu processo de recuperação: a dação em pagamento de apartamentos foi cancelada por entraves operacionais e substituída por alienação fiduciária, direcionando as receitas de futuras vendas para a amortização do crédito. No CRI Ekko III, foi homologado acordo judicial para direcionar recursos anteriormente penhorados em uma das SPEs à amortização do ativo.
Na carteira de fundos imobiliários, a gestão encerrou totalmente a participação no EIRA11 com apuração de ganho de capital, dando sequência também ao desinvestimento de posições não prioritárias com prejuízos pontuais, o que gerou um impacto líquido negativo de R$ 0,02 por cota no mês. Na rubrica de outros ativos, que corresponde a 1,48% do patrimônio distribuído entre imóveis e quatro SPEs de terrenos, foram formalizados contratos de permuta financeira para três SPEs, permitindo que dois projetos avancem para fases de licenciamento e desenvolvimento com previsão de lançamentos para os próximos dois anos.