No relatório gerencial referente a agosto de 2026, a principal movimentação do INLG11 foi a conclusão da aquisição dos 20% remanescentes do ativo Gaiolli, em Guarulhos, fazendo com que o fundo passe a deter 100% do imóvel. A operação foi viabilizada via alavancagem com a liquidação de um CRI no montante de R$ 30,2 milhões, indexado ao IPCA mais taxa de 9,30% ao ano e vencimento integral bullet em julho de 2031. Essa estrutura representa um endividamento de 6,29% sobre o patrimônio líquido e já gerou um primeiro impacto nas contas de agosto, com despesas financeiras de R$ 257,2 mil referentes aos juros proporcionais, enquanto o faturamento integral dessa fatia do imóvel passará a constar no resultado a partir de setembro.
No aspecto operacional, a vacância física permaneceu zerada pelo sétimo mês consecutivo, mantendo os 113,9 mil metros quadrados de área bruta locável ocupados. Por outro lado, houve um aumento sensível na inadimplência bruta, que atingiu 23,1% no mês, contra 18,1% em julho. A gestão esclareceu que a maior parcela desse valor decorreu de um erro operacional de repasse no ativo Viana, já regularizado no início de setembro. Desconsiderando esse efeito temporário, a inadimplência efetiva foi de 7,7%. O ponto de maior atenção reside na entrada em recuperação judicial de um inquilino do ativo Gaiolli, responsável por cerca de 5,8% da receita do fundo, objeto de fato relevante publicado em 22 de setembro, permanecendo outros 1,9% de inadimplência em negociação nos ativos Viana e Rio Campo Grande.
Quanto aos números financeiros e rendimentos, o INLG11 manteve a distribuição linear de R$ 0,60 por cota, somando R$ 2,70 milhões distribuídos. Como o resultado caixa mensal foi de R$ 2,49 milhões, ligeiramente inferior aos R$ 2,55 milhões apurados em julho e abaixo do volume pago, a gestão utilizou R$ 215,4 mil da reserva acumulada para manter o patamar de proventos. Com isso, o saldo de rendimento não distribuído acumulado recuou para R$ 2,11 milhões, frente a R$ 2,33 milhões no mês anterior.
No mercado secundário, a cota a mercado apresentou desvalorização, encerrando agosto a R$ 62,33 contra R$ 65,67 em julho, permanecendo com desconto em relação à cota patrimonial de R$ 106,52. Esse recuo no preço da cota elevou o dividend yield anualizado para 11,55% ao ano. Observa-se também a continuidade na trajetória de declínio do número de cotistas, que passou de 14.439 em julho para 14.230 em agosto. Na carteira de contratos, 100% permanecem indexados ao IPCA, mantendo-se a atenção sobre o ano de 2027, quando vencem 61,4% das receitas de locação do portfólio.