IFRA11

ITAÚ FIF - CIC FIF INCEN EM INFRA RF CRED PRIV - R

Carta do Gestor - Setembro/2026

FI-Infra

Referência

13/10/2026

Entrega

13/10/2026 15:10

Resumo

A carta do gestor do IFRA11 referente a setembro de 2026 informa que o fundo, que investe em debêntures incentivadas de infraestrutura (títulos privados isentos de imposto de renda para pessoa física), distribuiu R$ 0,85 por cota, pagos em 7 de outubro, o que corresponde a um rendimento de 0,90% no mês e de aproximadamente 11,6% ao ano na janela dos últimos 12 meses. O patrimônio líquido era de R$ 1.445 milhões, com 34.221 cotistas, cota patrimonial de R$ 93,3 e cota de mercado de R$ 91,0. No acumulado dos últimos 12 meses, a rentabilidade nominal foi de 2,46%, ficando 11,42% abaixo do IMA-B, enquanto desde o início do fundo, em janeiro de 2020, o retorno acumulado da cota patrimonial é de 80,64%, o da cota de mercado 76,19% e o do IMA-B 57,90%. A gestora explica que a distribuição do mês foi afetada pelo delay da contabilização do IPCA sobre o preço das debêntures, já que a inflação de agosto foi negativa em 0,32%, e sinaliza que os rendimentos devem subir quando o IPCA voltar ao território positivo.

Sobre o cenário, a carta relata um mês de novas emissões ainda tímidas de debêntures incentivadas, com cerca de R$ 7 bilhões emitidos, e uma forte aceleração nos resgates dos fundos abertos de infraestrutura, que registraram R$ 5,9 bilhões de saída líquida, contra R$ 3,3 bilhões em agosto. No mercado secundário, houve pressão vendedora vinda tanto de tesourarias de bancos, que reduziram posições em debêntures incentivadas, quanto de gestores vendendo papéis para honrar resgates. Isso fez a cesta do IDA IPCA-Infraestrutura abrir 38 pontos-base no mês, afetando todos os fundos do setor, inclusive os fechados e listados. Esse efeito foi parcialmente compensado pelo fechamento expressivo do cupom das NTN-Bs, com o vértice 2037 recuando 44 pontos-base, duration próxima à da carteira do IFRA11.

No exterior, setembro foi marcado por deterioração dos mercados globais, com alta relevante das taxas de juros internacionais, sobretudo nos títulos longos dos Estados Unidos, em função de política monetária mais restritiva, preocupações geopolíticas e postura mais firme do Federal Reserve. O Brasil, porém, mostrou resiliência, com os ativos locais superando outros mercados, em boa parte pela crescente influência do cenário eleitoral na precificação. O Banco Central reduziu a Selic em 0,25% e manteve a sinalização de avaliar a inflação a cada reunião, indicando espaço para continuar cortando juros, condicionado principalmente ao câmbio. No mês, o IMA-B subiu 3,15%, o IMA-B5 avançou 2,01%, o IRF-M rendeu 2,09% e o CDI, 1,08%.

Quanto à carteira, o fundo estava 99% alocado em crédito privado, com spread médio a mercado de 1,58% acima da NTN-B equivalente e duration média de 5,31 anos. Os fundamentos de crédito seguem sólidos e o carrego da carteira está em patamar considerado atraente pela gestora. Em setembro, foram investidos R$ 10 milhões em debêntures, aumentando a exposição em CONF11, GSTS14 e GSTS24, todos emissores já presentes na carteira, a uma taxa média de IPCA+9,72%. A distribuição por rating mostra 17% em AAA, 11% em AA+, 17% em AA, 16% em AA-, 15% em A+/A/A-, 2% em BB- e 22% sem classificação, enquanto a exposição setorial é liderada por saneamento (16%), rodovias (14%) e telecomunicações (11%). O documento ainda traz, nas páginas finais, descrições detalhadas de cada emissor da carteira e as características operacionais do fundo, como taxa de administração de 0,84% ao ano, pagamento de rendimentos no 5º dia útil do mês e classificação Anbima de Renda Fixa Duração Livre Crédito Livre.