A carta de agosto de 2026 apresenta o IFRA11 como um fundo de renda fixa de crédito privado voltado a títulos incentivados de infraestrutura. Seu objetivo de longo prazo é buscar retorno de 0,5% a 1,0% ao ano acima de títulos públicos indexados à inflação com duração equivalente, sem garantia de rentabilidade. O material informa isenção de imposto de renda para pessoas físicas, conforme a legislação citada. Ao fim do mês, o fundo tinha patrimônio líquido de R$ 1,462 bilhão e 34.425 cotistas.
Em agosto, a cota patrimonial avançou 0,47% e a cota de mercado, 0,42%, enquanto o IMA-B subiu 1,58%. No acumulado de 2026 até agosto, os resultados foram de 1,10% e 0,53%, respectivamente, ante 6,75% do índice. Nos últimos 12 meses, o retorno patrimonial foi de 6,73%, 4,27 pontos percentuais abaixo do IMA-B. A distribuição referente a agosto foi de R$ 0,85 por cota, paga no início de setembro, equivalente a 0,90% no mês e abaixo dos R$ 0,90 de julho. A gestora atribuiu a redução principalmente ao menor número de dias úteis e à expectativa de deflação de 0,28% no IPCA, que afeta a maior parte da carteira.
Em 31 de agosto, 98,84% do patrimônio estava alocado em crédito privado. A carteira tinha duração média de 5,28 anos e spread médio de 1,29% acima da NTN-B equivalente. As maiores exposições setoriais eram saneamento, com 15%, rodovias, com 14%, telecomunicações, com 11%, e transmissão de energia, com 8%; 24% da carteira estava sem rating disponível. A gestora afirmou que a carteira seguia sólida e sem intercorrências. No mês, vendeu cerca de R$ 33 milhões em ativos e investiu R$ 19 milhões em seis emissores, com destaque para R$ 10 milhões em papéis da Via Araucária, a CDI+2,0% e com prazo de dois anos.
No mercado, as emissões de debêntures incentivadas recuaram de R$ 7 bilhões em julho para R$ 1 bilhão em agosto, enquanto as saídas líquidas dos fundos abertos de infraestrutura diminuíram de R$ 4,4 bilhões para R$ 3,3 bilhões. Os spreads de crédito ficaram praticamente estáveis. A gestora também apontou juros elevados nos Estados Unidos e incertezas fiscais e eleitorais no Brasil como fatores de volatilidade, embora a inflação local mais baixa sustentasse a expectativa de continuidade dos cortes de juros.