O principal acontecimento no relatório de setembro de 2026 do HSLG11 refere-se ao desdobramento da situação com a Casas Bahia. Embora a locatária tenha quitado integralmente a parcela extraconcursal referente a agosto, no valor de R$ 2,08 milhões, não houve o pagamento do aluguel da competência de setembro, que soma R$ 4,30 milhões ou R$ 0,34 por cota. Por se tratar de crédito não sujeito à recuperação judicial, a administradora e a gestora ajuizaram, em 8 de outubro de 2026, uma ação de despejo por falta de pagamento para os galpões de Contagem e São José dos Pinhais, além de seguirem acompanhando os R$ 6,52 milhões em créditos concursais anteriores.
Em termos de proventos, a distribuição referente a setembro foi mantida em R$ 0,75 por cota. O resultado realizado por cota avançou de R$ 0,40 em agosto para R$ 0,54 em setembro, impulsionado pelo reconhecimento em regime caixa da parcela extraconcursal paga da Casas Bahia. Para sustentar a distribuição, o fundo utilizou R$ 0,21 por cota de resultados acumulados, reduzindo sua reserva de R$ 0,94 para R$ 0,74 por cota. A faixa de projeção de R$ 0,74 a R$ 0,76 por cota foi mantida, mas a gestão a condicionou explicitamente à regularização dos pagamentos da locatária durante o mês de outubro, sinalizando que a persistência do inadimplemento provocará uma revisão para baixo nos rendimentos para proteger o caixa.
Na gestão do portfólio, a vacância física permaneceu em 0%. O contrato atípico do galpão HSI Log. Meli, integralmente locado ao Mercado Livre e representativo de 10% da área locável própria, foi reajustado pelo IPCA em 4,44%, elevando o aluguel médio geral do portfólio de R$ 27,30 para R$ 27,50 por metro quadrado. A exposição de receita à Casas Bahia encerrou em 30,7%. Em sua comunicação, a gestão voltou a pontuar que as praças de Contagem e São José dos Pinhais possuem vacância baixa, respectivamente em 9,5% e 5,9%, o que respaldaria uma eventual recolocação dos imóveis em caso de desocupação definitiva.
A alavancagem líquida encerrou o mês em 20,5%, ante 20,3% em agosto, com saldo devedor de Certificados de Recebíveis Imobiliários em R$ 436,5 milhões e liquidez em caixa de R$ 78,3 milhões. No mercado secundário, a cota avançou de R$ 79,01 para R$ 81,41, diante de um valor patrimonial de R$ 110,04. O número de cotistas passou de 40.716 para 40.132 e a liquidez média diária caiu de R$ 1,27 milhão para R$ 935 mil no mês. Por fim, no aspecto operacional e de governança, a gestora unificou a presença digital de seus fundos imobiliários sob seu domínio institucional central.