O documento apresenta as demonstrações financeiras do HGPO11 relativas a 1º de julho de 2026, data em que o fundo encerrou suas operações. A assembleia geral extraordinária de cotistas de 19 de maio de 2026 aprovou a dissolução, liquidação e encerramento do fundo, após a conclusão da venda dos seus imóveis e o recebimento da segunda parcela do preço. Por esse motivo, as demonstrações foram elaboradas sem a base de continuidade operacional, e a KPMG emitiu opinião sem ressalvas, com um parágrafo de ênfase justamente para destacar esse encerramento. Como o fundo está sendo liquidado, não há principais assuntos de auditoria a comunicar.
Os números refletem essa etapa final. Em 1º de julho de 2026 o ativo total somava R$ 88.708 mil, praticamente todo em disponibilidades, enquanto o passivo registrava R$ 86.148 mil em amortização a pagar e R$ 2.488 mil em rendimentos a distribuir, deixando o patrimônio líquido zerado. No período de 1º de janeiro a 1º de julho de 2026 o lucro líquido foi de R$ 14.717 mil, influenciado principalmente pelo ajuste a valor presente dos valores a receber da venda dos imóveis, de R$ 10.657 mil, e por receitas com cotas de fundos de renda fixa de R$ 3.949 mil. O fundo recebeu no período os R$ 278.230 mil restantes da venda dos imóveis Metropolitan e Platinum, cujo preço total havia sido de R$ 620.387 mil.
Para os cotistas, o processo de liquidação resultou no resgate total das cotas ao valor de R$ 49,22241807 por cota, totalizando cerca de R$ 86,3 milhões, com pagamento em 8 de julho de 2026, além de uma distribuição extraordinária de rendimentos de R$ 1,20087917 por cota, que somou aproximadamente R$ 2,1 milhões. A rentabilidade das cotas no período foi de 17,08%. As negociações do HGPO11 na B3 foram encerradas após o pregão de 25 de maio de 2026, e nos meses de junho e julho não houve mais negociação, em razão do encerramento do fundo.