Relatório gerencial · Setembro de 2026
Referência 30/09/2026 · entregue 16/10/2026 18:26
Em uma linha
Distribuição mantida em R$ 0,060 por cota em setembro, com FFO de R$ 0,059 por cota e reservas em R$ 0,087
Resumo
No relatório de setembro de 2026, o HFOF11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,060 por cota, patamar que a gestão declarou pretender manter nos próximos meses por considerar aderente à sua geração operacional recorrente. O resultado recorrente (FFO) do mês foi de R$ 0,059 por cota, repetindo o nível de agosto e a média dos últimos 12 meses. O resultado contábil total fechou em R$ 0,057 por cota, ante R$ 0,058 no mês anterior, impactado por um ganho de capital negativo de R$ 0,002 por cota nas alienações realizadas. Para complementar a distribuição, o fundo utilizou reservas acumuladas, cujo saldo passou de R$ 0,090 por cota em agosto para R$ 0,087 por cota em setembro.
O programa de recompra e cancelamento de cotas teve continuidade, contudo em ritmo mais lento. Foram recompradas 50.000 cotas em setembro com desconto médio de 16,5% sobre o valor patrimonial, demandando R$ 313 mil, frente às 600.000 cotas recompradas em agosto por R$ 3,7 milhões. Com isso, o total de cotas emitidas do HFOF11 caiu para 217.780.000. As movimentações da carteira somaram R$ 4,8 milhões no mês, sendo R$ 4,5 milhões concentrados em vendas de cotas de fundos de recebíveis imobiliários (CRI) que apresentavam menor desconto em relação ao mercado, desacelerando frente ao giro de R$ 7,7 milhões observado em agosto.
Na estrutura do portfólio, a parcela alocada em fundos imobiliários recuou ligeiramente de 97,8% para 96,7%, elevando o caixa e renda fixa para 3,3%. No recorte setorial dos FIIs investidos, o segmento corporativo subiu para 31% da carteira ante 30% em agosto, enquanto renda urbana reduziu para 14% ante 15%, e os segmentos logístico (17%), recebíveis (17%) e shoppings (13%) mantiveram patamares estáveis. As maiores participações do fundo continuam concentradas em HLOG11 com 15,1%, HGBS11 com 11,7% e HREC11 com 9,9%. A cota patrimonial encerrou setembro em R$ 7,52, ante R$ 7,56 no mês anterior, enquanto a cota de mercado caiu de R$ 6,39 para R$ 6,30, período no qual a base de investidores recuou de 87.636 para 86.715 cotistas.
O desconto da cota de mercado frente à cota patrimonial do HFOF11 ampliou-se de 16,2% para 17,0%. A gestão atualizou a estimativa do chamado duplo desconto, apontando que os FIIs de tijolo da carteira operam com deságio médio de 17,4% e os de papel com 9,6%, o que resultaria em uma cota potencial calculada em R$ 9,11 caso todos os ativos negociassem a valor patrimonial, representando um ganho potencial teórico de 45,9%. No mercado secundário da B3, a liquidez das cotas do HFOF11 desacelerou, registrando volume financeiro total de R$ 27,9 milhões e média diária de R$ 1,3 milhão em setembro, ante R$ 39,0 milhões e média de R$ 1,9 milhão diários verificados em agosto.
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