Relatório gerencial · Agosto de 2026
Referência 31/08/2026 · entregue 16/10/2026 18:38
Em uma linha
CRIs inadimplentes saltaram de 36% em julho para 55% em agosto, após a reclassificação do CRI WAM Holding Sênior
Resumo
No relatório gerencial referente a agosto de 2026, o HCTR11 anunciou a distribuição de 0,21 real por cota, patamar inferior aos 0,24 reais pagos na competência anterior. A cota a mercado apresentou queda expressiva no fechamento do mês, passando de 16,50 reais em julho para 14,22 reais em agosto, o que elevou o dividend yield mensal a mercado para 1,48%. Paralelamente, o patrimônio líquido totalizou 2,32 bilhões de reais, com valor patrimonial por cota subindo de 101,33 reais para 105,11 reais. A base de cotistas registrou retração de 120.225 para 118.112 investidores.
Em termos de desempenho operacional, o resultado caixa gerado pelo HCTR11 subiu de 0,25 real por cota (5,50 milhões de reais) em julho para 0,33 real por cota (7,23 milhões de reais) em agosto. Esse incremento no caixa decorreu principalmente da maior entrada de proventos de fundos imobiliários, que somaram 1,87 milhão de reais com o recebimento simultâneo do último dividendo de HCHG11 e da primeira distribuição de VVCR11. O resultado contábil também avançou de 17,89 milhões de reais para 35,98 milhões de reais, impulsionado pela marcação a mercado positiva de 8,75 milhões de reais na linha de fundos imobiliários, compensando a redução da receita contábil de correção monetária dos CRIs, que recuou de 12,15 milhões para 2,94 milhões de reais devido ao menor IPCA defasado.
A principal alteração na composição de ativos foi a conclusão da liquidação do fundo HCHG11, cuja carteira integral foi absorvida pelo VVCR11. Com a troca de ativos, o HCTR11 passou a deter 8.418.681 cotas do VVCR11 avaliadas em 68,78 milhões de reais a mercado (2,97% do patrimônio líquido), ativo que passa a concentrar 47% das alocações em fundos do veículo. A gestão informou que não realizou compras nem vendas diretas de CRIs no mês.
O ponto de maior atenção no relatório é a alteração substancial no perfil de crédito da carteira. O percentual de CRIs inadimplentes saltou de 36% em julho para 55% em agosto, enquanto os títulos em carência de juros reduziram de 54% para 36% e os papéis em dia recuaram de 10% para 9%. Essa piora foi motivada pela reclassificação do CRI WAM Holding Sênior (12,3% do patrimônio líquido), que passou de adimplente para inadimplente, além da mudança de status das operações GPK Sênior, GPK Subordinada e GPK II, que saíram da carência e também se tornaram inadimplentes. A gestão comunicou que segue atuando com securitizadoras em procedimentos de cobrança, negociações e eventual execução de garantias dos créditos em atraso.
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