O FTCA11 distribuiu R$ 0,09 por cota referente a agosto de 2026, acima dos R$ 0,083 distribuídos em julho. O resultado disponível no mês foi de R$ 0,099 por cota e a gestão optou por aumentar a reserva e distribuir um valor menor. O dividendo do mês equivale a um yield de mercado de 1,40%, ou 151% do CDI com gross up, contra 1,16% e 112% do CDI em julho. No acumulado de 12 meses o yield de mercado passou de 17,20% para 17,02%, equivalente a 137% do CDI com gross up. A gestão atribuiu o resultado ao percentual em caixa e à marcação a mercado dos ativos, citando abertura na curva por volatilidade de commodities e instabilidade global.
O percentual do patrimônio líquido alocado caiu de 57,56% em julho para 54,87% em agosto, com o caixa líquido subindo de cerca de R$ 19,9 milhões para R$ 21,2 milhões. O patrimônio líquido ficou praticamente estável em R$ 46,97 milhões e a cota patrimonial em R$ 10,53, contra R$ 10,52 em julho. A remuneração média ponderada da carteira foi mantida em CDI mais 4,97% para 89,49% do portfólio e IPCA mais 7,84% para 10,51% do portfólio. A duration ponderada recuou de 1,01 para 0,97 ano. Na composição, o relatório deixa de listar o CRA Agrobrasil, que representava 2,44% do PL em julho, e mostra o CRA Vicunha caindo de 1,19% para 0,58% do PL, enquanto os cinco maiores ativos seguem representando 23,09% do PL. A gestão reforçou no texto que vem aumentando o caixa para mitigar risco de marcação a mercado e que novas alocações serão pontuais.
Na parte de crédito, o FTCA11 terminou agosto ainda com dois ativos inadimplentes, o CRA Castilhos com 5,69% do PL e o CRI Cotribá com 2,57% do PL, praticamente nos mesmos patamares de julho. Os comentários sobre CRA Agrofito, com waiver e repactuação até 2031, sobre o CRI Agrodinâmica, com vencimento antecipado declarado para consolidação e venda da garantia, sobre o CRA Castilhos, precificado com deságio de 40%, e sobre o CRI Cotribá seguem sem fatos novos em relação ao relatório de julho. Em agosto foram registradas assembleias apenas do CRA Aço Verde e do CRA Agrobrasil, contra seis assembleias informadas em julho.
No mercado secundário, a cota do FTCA11 fechou agosto a R$ 6,41, contra R$ 7,15 em julho, com volume mensal de cerca de R$ 1,3 milhão ante R$ 2,0 milhões no mês anterior e liquidez média diária caindo de R$ 85,7 mil para R$ 51,4 mil. A capa do relatório mantém 7.473 cotistas, mesmo número de julho, enquanto a página de mercado cita 7.673 cotistas ao fim de agosto.