No relatório gerencial de agosto de 2026, o FIIB11 informou a distribuição de rendimentos de R$ 2,75 por cota, representando uma leve recuperação frente aos R$ 2,70 pagos no mês anterior, embora ainda distante dos patamares de R$ 3,00 a R$ 3,58 vistos no início do ano e em 2025. O valor de mercado da cota encerrou o mês a R$ 420,00, registrando queda de 4,51% em comparação aos R$ 439,84 de julho, enquanto o valor patrimonial por cota ajustou-se para R$ 593,64, ante R$ 594,42. O saldo final de caixa do fundo situou-se em R$ 3,01 milhões.
O foco central da administração permanece na inadimplência de sua principal locatária. Como evolução em relação a julho, a empresa quitou os encargos locatícios pendentes de IPTU e condomínio e regularizou o aluguel de maio, além de ter efetuado o pagamento da terceira parcela do acordo de postergação no valor de R$ 187,16 mil. Por outro lado, acumularam-se novos atrasos referentes aos aluguéis com vencimentos em julho, agosto e setembro, que totalizam R$ 2.004.381,99 pendentes, equivalentes a R$ 2,93 por cota. A proposta anterior de adiamento apresentada pela locatária foi rejeitada pelo fundo e uma nova proposta formulada pela inquilina encontra-se em fase avançada de negociação. A taxa mensal de inadimplência de aluguel fechou em 24,14%, patamar próximo aos 24,92% observados em julho.
No âmbito imobiliário, a taxa de vacância física efetiva permaneceu estável em 3,62%, com a taxa futura estimada em 7,89%. Como novidade contratual, foi formalizada a locação do Bloco 2 – Módulo B, de 635,70 m², por um prazo de 60 meses a partir de 1º de outubro de 2026, com acréscimo estimado em fluxo de caixa de R$ 0,04 por cota a partir de novembro, substituindo o vínculo provisório que se encerrava em setembro. Seguem no cronograma as desocupações antecipadas dos blocos C – Módulo 1 prevista para o fim de outubro, com impacto negativo de R$ 0,07 por cota a partir de dezembro, e 2 – Módulo D em novembro, com impacto de R$ 0,03 por cota a partir de janeiro de 2027.
Em relação aos dispêndios de capital, o fundo concluiu a liquidação das obras contratadas em 2025 ao pagar a última parcela de R$ 150,34 mil em agosto, totalizando R$ 815,71 mil quitados no cronograma de reformas. Nos processos judiciais em curso contra antigos locatários, as movimentações do mês envolveram a continuidade de pesquisas patrimoniais e desdobramentos recursais rotineiros, sem que tenham ocorrido alterações estruturais ou recebimento de valores expressivos.