No relatório de agosto de 2026, o FATN11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,80 por cota, repetindo o patamar do mês anterior. A receita operacional bruta totalizou R$ 7,11 milhões, recuo de 3,12% em comparação a julho, reflexo da redução de 2,16% nas receitas de locação, que somaram R$ 6,89 milhões. Essa retração foi influenciada por postergações pontuais de pagamentos, vacância no Edifício Santa Filippa e partilha de receitas decorrente de vendas de ativos, sendo amortecida por reajustes e contratos novos. Por outro lado, as despesas operacionais caíram 15,21%, atingindo R$ 1,39 milhão, decorrente de menores gastos com IPTU, serviços de terceiros e laudos, o que manteve o resultado operacional disponível estável em R$ 5,63 milhões, ante R$ 5,67 milhões em julho.
O movimento patrimonial de destaque no mês foi a venda de conjuntos do Edifício The Taj, totalizando 442,18 metros quadrados de área bruta locável, o que reduziu a ABL total do fundo de 44.539 metros quadrados para 44.097 metros quadrados e o número de edifícios de 60 para 59. A operação foi pactuada com 47% à vista e o saldo em dez parcelas, com partilha proporcional dos aluguéis até a quitação. Em relação às aquisições em andamento, o prazo previsto para a compra de 50% de participação no 12º andar do Edifício Brasílio Machado via Fundo Oxigênio 2 foi postergado de setembro para outubro de 2026.
Na frente operacional e de ocupação, a carteira convencional (desconsiderando Brasílio Machado e Arco do Triunfo) manteve a taxa de ocupação em 96,90%, com vacância física restrita a três conjuntos. O Edifício Brasílio Machado permaneceu 100% locado. Já o Edifício Arco do Triunfo, que passa por obras de retrofit, apresentou evolução comercial com o início da vigência de locações nos conjuntos 2A e 9A, elevando sua área ocupada vigente de 4,79% para 10,15% e reduzindo a vacância do imóvel para 78,00%, havendo novos contratos já firmados para início em outubro. O prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) da carteira passou de 3,01 anos para 2,93 anos, e foi formalizado o distrato de um conjunto no Edifício Arandu com desocupação programada para outubro.
Na estrutura de capital, o fundo deu continuidade às amortizações ordinárias dos dois CRIs em aberto, quitando cerca de R$ 1,04 milhão no mês. Com isso, o saldo devedor das operações foi reduzido de R$ 42,21 milhões para R$ 41,04 milhões, fazendo com que o indicador de alavancagem em relação ao patrimônio líquido recuasse de 6,16% para 5,97%. O serviço mensal da dívida consumiu R$ 291,2 mil, correspondente a R$ 0,04 por cota dentro das despesas. A base de cotistas cresceu 0,66%, somando 31.125 investidores, enquanto a liquidez mensal transacionada recuou 16,37%, registrando R$ 37,33 milhões negociados no mercado secundário.