O EXES11 divulgou o prospecto preliminar de sua primeira oferta pública secundária de cotas, por meio da qual o cotista Éxes Crédito Direto II Fundo de Investimento Financeiro Multimercado pretende vender inicialmente até 5.894.738 cotas a R$ 9,50 cada, totalizando R$ 56 milhões, com possibilidade de lote adicional de 25% que elevaria o volume a R$ 70 milhões. A operação ocorre em regime de melhores esforços sob coordenação do BTG Pactual, com montante mínimo de cerca de R$ 1 milhão para a oferta se concretizar, e todos os custos de distribuição, equivalentes a R$ 0,2981 por cota, serão integralmente absorvidos pelo ofertante, sem cobrança de taxa dos adquirentes. Como se trata de distribuição secundária, não há emissão de novas cotas nem aporte de recursos no fundo, de modo que o patrimônio, a quantidade de cotas em circulação e a carteira do EXES11 permanecem inalterados.
Os recursos líquidos da venda serão pagos diretamente ao ofertante. O período de aquisição está previsto para 4 a 16 de setembro de 2026, com liquidação em 23 de setembro, e as cotas adquiridas ficarão bloqueadas para negociação até a divulgação do anúncio de encerramento e autorização da B3. O preço de R$ 9,50 representa deságio de 1,82% sobre a cota patrimonial de R$ 9,68 em 31 de julho de 2026. O prospecto lista diversos fatores de risco em ordem decrescente de relevância, incluindo risco de crédito dos devedores dos CRIs, riscos macroeconômicos, imobiliários, tributários (com menção a possíveis mudanças na isenção de IR para pessoas físicas e à reforma tributária), de liquidez das cotas, de conflito de interesses e de não colocação do montante mínimo, o que cancelaria a oferta.
O EXES11 é um FII de títulos e valores mobiliários de gestão ativa, com patrimônio líquido de R$ 136,5 milhões em 31 de julho de 2026, carteira composta principalmente por CRIs de crédito imobiliário (cerca de 76% do PL, com LTV médio ponderado de 52% e nenhuma operação acima de 70%), participação no FIAGRO AGRX11 (21%) e caixa. O fundo distribui R$ 0,13 por cota há 19 meses consecutivos, com yield patrimonial entre os mais altos do segmento de recebíveis. O estudo de viabilidade anexo projeta, no cenário base sobre a carteira atual e sem novos investimentos, TIR de cinco anos equivalente a CDI + 3,40%, com dividend yield de 15,81% no primeiro ano sobre o preço da oferta (18,60% bruto equivalente para pessoa física isenta), caindo para cerca de 13,5% nos anos seguintes conforme a trajetória projetada da Selic; no cenário conservador, com inadimplência de 3,22%, a TIR permanece em CDI + 3,23%. O documento alerta que essas projeções não constituem garantia de rentabilidade futura.