DEVA11

DEVANT RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

08/10/2026 19:55

Resumo

No relatório de agosto de 2026, o DEVA11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,30 por cota, totalizando R$ 4,21 milhões pagos aos cotistas, o que resultou em um dividend yield mensal de 1,70% sobre a cota de mercado e 156,38% do CDI. A receita total do fundo apresentou retração de R$ 5,85 milhões em julho para R$ 4,49 milhões em agosto, refletindo a normalização do recebimento de proventos de FIIs, que haviam somado R$ 2,21 milhões no mês anterior devido a receitas extraordinárias e retornaram a R$ 478 mil, movimento parcialmente compensado pelo aumento nas receitas de juros de CRIs, que subiram de R$ 3,26 milhões para R$ 3,65 milhões.

No mercado secundário, o valor da cota de mercado do DEVA11 caiu de R$ 18,79 para R$ 17,60, acentuando o deságio em relação ao valor patrimonial por cota, que ficou praticamente inalterado ao passar de R$ 96,47 para R$ 96,44. O volume negociado mensal recuou de R$ 9,97 milhões para R$ 9,38 milhões. O número de cotistas deu continuidade à tendência de declínio observada ao longo dos últimos doze meses, diminuindo de 72.436 em julho para 71.564 em agosto.

Entre as novidades operacionais reportadas pela gestão, o destaque foi a concessão da Certidão Negativa de Débitos referente ao empreendimento da incorporadora Chemin em Franca/SP. O relatório aponta que a regularização documental permitirá destravar o financiamento para adquirentes e viabilizar a comercialização de novas unidades imobiliárias, ampliando alternativas de negociação para a operação. A gestão informou ainda que segue atuando junto às securitizadoras nos processos de recuperação e regularização de créditos com pendências.

Em relação à qualidade do crédito no portfólio de CRIs, o percentual de ativos classificados como inadimplentes caiu de 9,6% em julho para 7,1% em agosto, enquanto os papéis em carência de juros aumentaram de 66,7% para 70,5% e os ativos com pagamentos rigorosamente em dia passaram de 23,8% para 22,4%. Houve reclassificações pontuais expressivas na carteira: as séries sênior e subordinada do CRI Pride deixaram o status de inadimplência e migraram para carência de juros, e a cota sênior do CRI Aquan Prime retornou ao status em dia. Por outro lado, o CRI Chemin e as séries do CRI Resort do Lago IV passaram de em dia para carência de juros, enquanto a cota sênior do CRI Golden Laghetto, as duas séries do CRI LR Loteamentos e o CRI Haus Garten foram reclassificados para inadimplentes.

Na composição dos investimentos, o DEVA11 fechou o mês com 88,8% do patrimônio líquido alocado em CRIs, 3,6% em FIIs e 7,5% em caixa. Dentro da carteira de fundos imobiliários, a novidade foi o ingresso do fundo ALZC11, representando 0,4% do patrimônio. A taxa média ponderada da carteira de CRIs permaneceu em IPCA mais 10,66% ao ano, com duration média de 2,79 anos e 99,0% das operações indexadas à inflação protegidas contra deflação.