O principal destaque do relatório gerencial de agosto de 2026 do CXCO11 é a concretização da venda do imóvel de Cascavel, formalizada em 10 de julho de 2026 após a Caixa Econômica Federal não exercer seu direito de preferência. O fundo recebeu a primeira parcela de 15,24 milhões de reais, correspondente a 60% do valor total da transação, ficando o restante dividido em uma parcela prevista para janeiro de 2027 e mais três pagamentos semestrais de 10%. O ganho de capital obtido poderá ser distribuído aos cotistas até dezembro de 2026. Como reflexo da desinvestimento, a carteira do fundo passou de 10 para 9 ativos imobiliários, reduzindo a área bruta locável de 91.730 metros quadrados para 86.623 metros quadrados.
Em relação à gestão dos contratos, a vacância física do portfólio permaneceu zerada, mantendo a Caixa como locatária exclusiva e o prazo médio remanescente dos contratos em 51 meses. No processo de revisão dos aluguéis, as negociações registraram entraves: a Caixa apontou que laudos de sua avaliação indicam reajuste de apenas cerca de 1% e declarou falta de autonomia para negociar fora dessa referência. Diante do impasse e da falta de detalhamento da metodologia pela instituição, a gestão informou que a consultoria CBRE tentará contato direto com a empresa avaliadora e que o fundo avalia adotar medidas judiciais caso a via negocial se esgote.
No acompanhamento das obras obrigatórias, o fundo avançou na etapa final das intervenções no edifício de Brasília, aguardando a formalização da Caixa para assinatura do termo de entrega e liberação de valores retidos. Para o imóvel de Curitiba, está prevista para o mês seguinte a contratação da modernização dos elevadores e o aceite do escopo de serviços. Já no ativo Horto Florestal, os projetos seguem concluídos internamente, mas as intervenções continuam em compasso de espera pela aprovação do Corpo de Bombeiros.
No aspecto financeiro, os rendimentos distribuídos mantiveram a estabilidade em 0,75 real por cota em agosto, repetindo o patamar praticado ao longo de todo o ano de 2026 e totalizando 9,01 reais por cota nos últimos doze meses. O patrimônio líquido avançou para 381,39 milhões de reais, frente aos 375,40 milhões de reais registrados em junho, elevando o valor patrimonial por cota de 95,65 reais para 97,18 reais. No mercado secundário, a cota fechou o mês a 70,09 reais, ante 69,95 reais em junho, resultando em uma relação de preço sobre valor patrimonial de 0,72 e um dividend yield anualizado de 12,85% a mercado. A receita mensal de aluguéis situou-se em 3,12 milhões de reais, exibindo leve recuo em relação a junho devido à desmobilização do ativo de Cascavel.