O CRAA11 distribuiu R$ 0,95 por cota em agosto, abaixo dos R$ 1,25 por cota de julho, o que representou 86% do CDI líquido contra 101% do CDI líquido no mês anterior. O resultado contábil também caiu, de R$ 1,41 por cota em julho para R$ 0,72 por cota em agosto, e o resultado acumulado passou de R$ 0,24 por cota para R$ 0,01 por cota. Com isso a cota patrimonial recuou de R$ 101,49 para R$ 100,96, o dividend yield de 12 meses passou de 15,3% para 15,0% e a rentabilidade patrimonial do mês foi de 0,72%, equivalente a 66% do CDI, contra 1,41% e 116% do CDI em julho. No acumulado de 12 meses a rentabilidade foi de 14,16%, ou 97% do CDI, ante 14,85% e 101% do CDI até julho.
O gestor atribuiu o resultado mais fraco à abertura dos spreads de crédito dos CRA, sem mudanças relevantes nos fundamentos do agronegócio ou do crédito. Segundo o relatório, na amostra de CRA com precificação diária pela ANBIMA a média e a mediana dos spreads subiram de cerca de 2,0% e 1,9% em julho para 2,3% e 2,2% em agosto, uma abertura de cerca de 30 pontos base, amostra que representa o CRAA11 que tem 93 ativos com precificação ANBIMA correspondendo a 79% do CRAA11. Na atribuição de performance, o crédito contribuiu com menos 0,3% no mês, sendo mais 0,2% de carrego e menos 0,5% de marcação a mercado de crédito, ante contribuição positiva de 0,3% em julho. Em 12 meses o crédito soma mais 1,5%, com mais 1,8% de carrego e menos 0,2% de marcação. O gestor informa que o CRAA11 segue 100% adimplente desde o início e que não identifica no momento sinais de eventos negativos relevantes de crédito.
Para os próximos meses o gestor reafirmou a expectativa de manter distribuições em patamar compatível com o CDI, amparada no carrego atual equivalente a CDI mais 1,9% ao ano, acima do patamar de CDI mais 1,7% de julho, e na qualidade de crédito da carteira, condicionada à evolução da cota patrimonial em relação à referência de R$ 100 por cota e às condições de mercado. Como novidade de estratégia, o gestor comunicou que está aumentando gradualmente a duration da carteira e alavancando o CRAA11 para ampliar a exposição a ativos com maior liquidez e perfil high grade, buscando capturar o prêmio adicional com a abertura de spreads. A duration total passou de 2,4 para 2,5 anos e a linha de compromissada reversa passou de menos 2,4% para menos 4,1% do PL, com o caixa passando de 0,3% para 0,7% do PL.
Na movimentação da carteira, o CRAA11 analisou uma oferta primária e alocou na CPR da Coruripe, usina sucroalcooleira, que entrou com 1,2% do PL a CDI mais 4,0% e duration de 2,2 anos, além de negociar 65 ativos no secundário com compras equivalentes a 4% do PL, ante 71 ativos negociados e 9% do PL em compras em julho. O número de ativos passou de 120 para 118, mantidos 20 segmentos e maior posição em 3,2% do CRAA11. Por indexador, a parcela em CDI mais subiu de 58,6% para 62,1% do PL, com remuneração de 2,0% ante 1,9%, a parcela em IPCA passou de 33,4% para 33,0% do PL a 10,1% ante 10,2%, a pré passou de 3,9% para 4,2% do PL a 16,2% ante 16,0% e a parcela em percentual do CDI passou de 3,7% para 4,1% do PL a 108,7% ante 106,9%. Entre segmentos, Açúcar e Etanol subiu de 15,2% para 15,9%, Indústria de Processamento de 13,2% para 13,4% e Cooperativa de Insumos de 11,7% para 12,5%, enquanto Avicultura recuou de 7,6% para 7,2% e Frigorífico de 5,7% para 4,5%. O patrimônio líquido passou de R$ 241 milhões para R$ 239 milhões e a liquidez média diária na B3 subiu de R$ 0,6 milhão para R$ 0,9 milhão.