No relatório de gestão referente a setembro de 2026, o CRAA11 registrou recuperação em seus resultados contábeis e no volume distribuído aos cotistas. O rendimento anunciado subiu para R$ 1,10 por cota (equivalente a 101% do CDI), ante R$ 0,95 por cota (86% do CDI) no mês anterior. O resultado contábil avançou de R$ 0,72 para R$ 1,30 por cota, o que permitiu elevar o resultado acumulado não distribuído de R$ 0,01 para R$ 0,21 por cota. A cota patrimonial encerrou o período em R$ 101,31, frente a R$ 100,96 em agosto, enquanto a liquidez média diária de negociação na B3 apresentou redução, passando de R$ 0,9 milhão para R$ 0,4 milhão.
A rentabilidade mensal da cota patrimonial ajustada por proventos alcançou 1,29% (119% do CDI), revertendo o desempenho de 0,72% (66% do CDI) visto em agosto. Essa evolução decorreu principalmente da contribuição de 0,4% na linha de marcação a mercado dos ativos indexados ao IPCA e prefixados, que somam aproximadamente 39% do portfólio e se beneficiaram do fechamento das taxas dos títulos públicos. Na parcela de crédito privado, a marcação a mercado manteve impacto negativo em 0,2%, refletindo a continuidade da abertura de spreads no mercado secundário, embora em menor intensidade do que os 0,5% negativos registrados em agosto. O gestor informou que o portfólio permanece 100% adimplente.
No que tange à composição da carteira e movimentações, o CRAA11 negociou 69 ativos no mercado secundário e adquiriu o equivalente a 6% do seu patrimônio líquido, ante 4% em agosto, finalizando o mês com 119 ativos distribuídos por 20 segmentos. A taxa de carrego consolidada aumentou de CDI + 1,9% para CDI + 2,1% ao ano, enquanto o prazo médio ponderado (duration) recuou de 2,5 para 2,3 anos. Por fim, a exposição a operações compromissadas reversas foi ampliada de 4,1% para 4,5% do patrimônio líquido, indicando uma manutenção da alavancagem com a finalidade informada pela gestão de aproveitar os prêmios maiores ofertados pelo mercado.