CPTI11

CAPITÂNIA FDO. INV. FINANCEIRO IE. RF.

Relatório Gerencial - Julho/2026

FI-Infra

Referência

17/08/2026

Entrega

17/08/2026 19:18

Resumo

Em julho de 2026, a cota patrimonial do CPTI11 subiu 1,12%, acima dos 0,97% do IMA-B; a cota de mercado, ajustada por proventos, avançou 1,76%. No acumulado do ano, os retornos foram de 4,19% na cota patrimonial e 8,14% na cota de mercado, contra 5,09% do IMA-B. O fundo encerrou o mês a R$ 90,91 por cota patrimonial e R$ 86,65 no mercado, com desconto de 4,7% em relação ao valor patrimonial.

A distribuição anunciada foi de R$ 1,15 por cota, com pagamento previsto para 14 de agosto aos investidores registrados na data do anúncio. O valor ficou no topo do guidance indicativo para 2026, de R$ 1,10 a R$ 1,15 por cota, sujeito às condições da carteira e do mercado. Considerando o preço de fechamento de julho, o dividendo corresponde a um rendimento anualizado de 17,14%; o rendimento dos últimos 12 meses foi de 15,06%.

A carteira, avaliada em R$ 1,23 bilhão, reunia 106 ativos de crédito e 0,1% em caixa, com exposição média de 0,85% por ativo. As maiores participações setoriais eram geração de energia (27,5%), rodovias (18,6%), telecomunicações (17,9%) e saneamento (15,8%). O carrego bruto era de IPCA + 10,26% ao ano, com duration de 4,57 anos e rating médio AA- entre os ativos classificados; 23,5% da carteira estava sem rating. No mês, o fundo comprou debêntures da Barreiras Holding e da Winity Telecom no mercado secundário.

A gestora destacou que os juros reais elevados e as incertezas fiscais e inflacionárias continuam pressionando os ativos. Os spreads das debêntures incentivadas tiveram leve correção em julho, em um cenário de baixa liquidez no mercado secundário. A administração informou que mantém maior seletividade na escolha dos emissores e observou que a abertura das taxas pode causar oscilações de marcação a mercado no curto prazo, enquanto a indexação ao IPCA incorpora a inflação à remuneração dos ativos.