Em agosto, as taxas dos títulos públicos indexados à inflação recuaram, o que favoreceu ativos ligados ao IPCA, mas a abertura dos spreads das debêntures incentivadas pressionou os preços de crédito. A cota patrimonial do CPTI11 teve retorno de 0,03%, abaixo do IMA-B, que avançou 1,58%; já a cota de mercado caiu 1,88%, encerrando o mês em R$ 83,89, ante valor patrimonial de R$ 89,79.
A marcação negativa dos ativos de crédito, de 1,30% no mês, compensou os efeitos positivos do carrego e da queda dos juros reais. O principal destaque negativo foram emissões da Oxe Energia, afetadas por custos acima do previsto e geração de caixa livre menor que a esperada; a gestora informou que os títulos detidos pelo CPTI11 são seniores a outras emissões do grupo e contam com garantias reais. A carteira tinha 105 ativos, exposição média de 0,84% por ativo, rating médio AA-, duration de 4,54 anos e carrego bruto de IPCA + 9,98%.
O CPTI11 distribuiu R$ 1,15 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 17,75% pelo preço de fechamento do mês. Para 2026, a gestora indica distribuição mensal entre R$ 1,10 e R$ 1,15, sujeita às condições de mercado e à geração de caixa. A cota de mercado terminou agosto com desconto de 6,6% em relação ao valor patrimonial.