No relatório de agosto de 2026, a principal movimentação do CPSH11 foi a conclusão da aquisição de 5% do Amazonas Shopping, situado em Manaus (AM), pelo valor de R$ 51,8 milhões, integralmente quitados à vista com recursos próprios. A operação foi realizada em parceria com a administradora Allos a um cap rate de 9,19% ao ano sobre o NOI dos últimos 12 meses. O empreendimento passa a representar 6,7% do NOI próprio do fundo e expande o portfólio para 9 ativos em 6 estados, marcando a entrada na região Norte. Com essa compra e a fatia do Shopping Curitiba adquirida em junho, o fundo totalizou R$ 97 milhões investidos em dois meses em ativos com cap rates superiores a 9% ao ano.
No desempenho operacional consolidado, a taxa de ocupação da carteira recuou ligeiramente de 96,6% em julho para 96,0% em agosto, mantendo uma vacância física de 4,0%. As vendas dos lojistas nos últimos doze meses subiram para R$ 24.222 por metro quadrado, ante R$ 23.731 por metro quadrado no mês anterior. O NOI dos últimos doze meses também apresentou evolução, passando de R$ 1.823 por metro quadrado em julho para R$ 1.845 por metro quadrado em agosto. O ativo recém-adquirido, Shopping Amazonas, registrou ocupação de 96,7%, vendas de R$ 34.614 por metro quadrado e NOI de R$ 2.598 por metro quadrado, consolidando-se como o segundo shopping de maior produtividade da carteira, atrás apenas do Pátio Paulista.
No âmbito financeiro, o CPSH11 reportou resultado caixa de R$ 16,34 milhões no mês (R$ 0,13 por cota), frente aos R$ 15,86 milhões (R$ 0,13 por cota) apurados em julho. A distribuição de rendimentos permaneceu inalterada em R$ 0,11 por cota, totalizando R$ 13,55 milhões. Como o resultado superou o montante pago pelo segundo mês consecutivo, a reserva de resultado acumulado aumentou de R$ 0,04 para R$ 0,07 por cota. O dividend yield anualizado sobre o valor de mercado encerrou o período em 14,62% ao ano (com cota a R$ 9,62), contra 14,46% em julho (com cota a R$ 9,72). A projeção de rendimentos para os próximos 12 meses foi mantida na faixa de R$ 0,09 a R$ 0,13 por cota, com valor estabilizado de R$ 0,11 por cota.
Na estrutura patrimonial, o patrimônio líquido do fundo encerrou agosto em R$ 1,42 bilhão, equivalente a R$ 11,53 por cota, em comparação a R$ 1,45 bilhão (R$ 11,77 por cota) em julho, mantendo o indicador de preço sobre valor patrimonial em 0,83 vezes. O endividamento bruto em CRIs fechou em R$ 100,1 milhões, distribuído em quatro séries indexadas ao CDI com sobretaxas de 1,80% a 2,30% ao ano, ante R$ 98,7 milhões no mês antecedente. As obrigações a pagar referentes a aquisições caíram de R$ 47,6 milhões para R$ 26,9 milhões. O caixa líquido encerrou em R$ 511,9 milhões (R$ 524,1 milhões em julho), sustentado por R$ 444,3 milhões em liquidez total e R$ 194,6 milhões em valores a receber, posicionando a capacidade credora em cerca de 3,5 vezes as dívidas e obrigações totais. No mercado de capitais, o número de cotistas teve ligeira queda de 0,9%, finalizando o mês em 38.659 investidores.