No relatório gerencial de setembro de 2026, com dados base de agosto de 2026, o principal fato operacional destacado pela gestão do BTRU11 foi o início de conversas preliminares com a C&A a respeito da renovação dos contratos de locação vigentes. Essa frente comercial possui relevância direta para a operação do fundo, uma vez que a C&A representa 90% da sua receita imobiliária. O portfólio segue com 23 imóveis, totalizando 111,8 mil metros quadrados de área bruta locável em 11 unidades federativas, mantendo a vacância física e financeira estável em 0,0%.
No resultado financeiro de agosto, o BTRU11 registrou um resultado de 5,59 milhões de reais, correspondente a 0,63 real por cota, apresentando leve alta frente aos 5,11 milhões de reais (0,57 real por cota) apurados em julho. O rendimento distribuído aos cotistas permaneceu constante em 0,85 real por cota, totalizando 7,56 milhões de reais e correspondendo a um dividend yield anualizado de 12,0%. Para viabilizar esse patamar de distribuição acima do resultado de competência mensal, o fundo consumiu parcela de sua reserva gerencial acumulada, cujo saldo reduziu de 8,79 milhões de reais (0,99 real por cota) em julho para 6,81 milhões de reais (0,77 real por cota) em agosto. Além desse saldo acumulado, o fundo reporta 21,48 milhões de reais (2,41 reais por cota) em lucros projetados decorrentes de desinvestimentos já formalizados.
A estrutura de capital do BTRU11 permanece sem alavancagem, registrando valor zerado em obrigações por aquisição ou instrumentos de dívida como CRIs. O balanço patrimonial fechou agosto com 771,0 milhões de reais em patrimônio líquido e valor patrimonial de 86,64 reais por cota, ante 86,86 reais no encerramento de julho. Do saldo total de ativos vendidos a receber, que soma 34,61 milhões de reais no balanço patrimonial, o cronograma aponta entradas mais expressivas no quarto trimestre de 2026 (14,4 milhões de reais) e no segundo trimestre de 2027 (12,2 milhões de reais). No mercado secundário, observou-se uma expansão expressiva da liquidez das cotas, com o volume médio diário de negociação subindo de 0,6 milhão de reais em julho para 5,2 milhões de reais em agosto, acompanhado pelo crescimento do número de cotistas de 785 para 833.