No relatório referente a setembro de 2026, o BTCI11 registrou uma distribuição de rendimentos de R$ 0,101 por cota referente a agosto, apontando para uma sequência gradual de redução frente aos R$ 0,103 por cota distribuídos no período anterior e aos R$ 0,105 pagos em maio e junho. O lucro líquido por cota do mês recuou de R$ 0,118 para R$ 0,085 (total de R$ 8,45 milhões), o que exigiu o consumo parcial do resultado acumulado para sustentar o patamar distribuído, reduzindo a reserva contábil de R$ 0,162 para R$ 0,147 por cota. No balanço patrimonial, a cota patrimonial valorizou de R$ 10,09 para R$ 10,13, enquanto a cota de negociação no mercado secundário caiu de R$ 9,14 para R$ 9,05, resultando em um dividend yield anualizado a mercado de 14,2%.
A gestão promoveu alterações pontuais e relevantes no portfólio durante o período. A principal alienação foi a venda ao par do CRI You Corporativo, somando R$ 4,9 milhões à taxa de CDI + 4,00%, com o objetivo explícito de eliminar qualquer risco de crédito corporativo direto da incorporadora You,inc. Por outro lado, o fundo alocou R$ 24,84 milhões na compra de cotas do FII URPR11 por meio de follow-on, com taxa interna de retorno estimada em cerca de 20% ao ano em cenário-base, baseando a decisão no desconto patrimonial e na expectativa de aceleração de obras dos ativos investidos. Em decorrência dessas movimentações, o nível de alocação global do fundo subiu de 95,1% para 96,4% do patrimônio líquido em 33 operações, ampliando a fatia alocada em fundos imobiliários de 15,3% para 17,5% e reduzindo a posição em caixa de 4,2% para 3,2%.
O ponto de maior destaque do relatório foi o detalhamento fornecido pela gestora a respeito do CRI Portfólio Imobiliário Diversificado, maior posição individual da carteira, avaliada a mercado em R$ 100,3 milhões (9,9% do patrimônio líquido). A gestão prestou esclarecimentos formais frisando que os 12 empreendimentos financiados contam com estruturas blindadas, patrimônio de afetação e SPEs independentes, afastando o risco de solvência da holding You,inc. O documento informa que houve uma repactuação da taxa do papel para alinhá-la à capacidade de pagamento das obras, que haverá necessidade de novos aportes pelo BTCI11 da ordem de R$ 50 milhões conforme o cronograma físico avance, e que as primeiras entregas e amortizações são esperadas para meados de 2027. O relatório também reiterou que o BTCI11 não tem exposição ao empreendimento Authentique e manteve o relato de tratativas e eventual execução de garantias no caso do CRI Le Biscuit, em virtude da recuperação judicial da devedora.
Em relação ao perfil dos ativos, o spread médio a mercado da carteira de CRIs apresentou fechamento, recuando de IPCA + 10,15% para IPCA + 9,79% ao ano. A concentração em indexadores permaneceu praticamente estável, com 97% atrelados ao IPCA e 2% ao CDI. Na alocação setorial, o segmento residencial caiu de 38,0% para 36,5%, enquanto a exposição logística avançou de 32,7% para 34,9%, mantendo-se como as duas maiores frentes do portfólio. Shoppings e renda urbana mantiveram fatias de 11,8% e 8,0%, respectivamente. Houve também uma redistribuição expressiva na métrica de duration: a parcela de vencimento superior a cinco anos diminuiu de 53% para 28%, transferindo a maior concentração para a faixa entre 2 e 3 anos, que passou a representar 39% da carteira.