No relatório gerencial de outubro de 2026, referente à competência de setembro, o BTCI11 anunciou a distribuição de rendimentos de R$ 0,095 por cota, registrando uma redução em relação aos R$ 0,101 por cota pagos no mês anterior. O lucro líquido do período somou R$ 9,24 milhões (R$ 0,093 por cota), apresentando recuperação frente aos R$ 8,56 milhões (R$ 0,086 por cota) apurados em agosto, impulsionado pela receita de CRIs, que subiu de R$ 8,03 milhões para R$ 8,84 milhões. O fundo encerrou o período com uma reserva acumulada de R$ 14,40 milhões (R$ 0,145 por cota). No mercado secundário, a cotação fechou em queda, passando de R$ 9,05 para R$ 8,63, o que reduziu o valor de mercado para R$ 858,9 milhões, enquanto a cota patrimonial subiu de R$ 10,13 para R$ 10,22.
O evento de maior destaque comunicado pela gestão foi a atualização econômico-financeira do FII BTYU11, veículo de equity residencial em São Paulo que corresponde a cerca de 6,8% do patrimônio líquido do BTCI11. Em razão da revisão de custos para conclusão de obras, projeções comerciais e da liquidez da incorporadora You Inc., o BTYU11 passou por uma reavaliação patrimonial que gerou um impacto negativo de 2,08% sobre o patrimônio líquido do BTCI11. A gestora esclareceu que o ajuste não representa uma perda definitiva e afeta apenas a participação em cotas do BTYU11, não atingindo o CRI Portfólio Imobiliário Diversificado, que representa 9,9% do patrimônio do fundo, possui remuneração preferencial de financiamento à produção e independe da capacidade financeira da You Inc. As obras dos projetos seguem em andamento com recursos equacionados por financiamentos adicionais tomados pelas próprias SPEs.
Em relação à composição da carteira, a posição de caixa e renda fixa aumentou de R$ 32,5 milhões (3,2% do patrimônio) para R$ 45,5 milhões (4,5% do patrimônio), refletindo também o desinvestimento do CRI Tático Iridium, que constava com saldo de R$ 6,9 milhões no relatório anterior. A alocação total em CRIs recuou de 84% para 82%, enquanto a exposição a cotas de FIIs passou de 16% para 18%. O spread médio ponderado da carteira a mercado ajustou-se para IPCA + 9,38% ao ano, ante IPCA + 9,79% ao ano no mês precedente. A distribuição por indexador seguiu estável em 97% atrelada ao IPCA e 2% ao CDI, com as maiores exposições setoriais concentradas nos segmentos residencial (36%), logístico (33%) e shoppings (12%). A liquidez média diária de negociação (ADTV) das cotas do BTCI11 teve avanço relevante, subindo de R$ 2,87 milhões para R$ 3,60 milhões.
No cenário macroeconômico, a gestão contextualizou que a correção recente de preços no mercado de fundos imobiliários reflete a abertura das taxas de juros e a percepção de risco fiscal, e não uma deterioração dos fundamentos dos créditos da carteira. Para a alocação dos recursos remanescentes em caixa, o fundo mantém o foco na originação e estruturação de operações nos setores residencial, logístico e shopping centers dominantes, mantendo os ativos existentes sob monitoramento contínuo.