As demonstrações de BTAL11 abrangem o período de 1º de julho de 2025 a 6 de fevereiro de 2026. Em 2 de fevereiro, os cotistas aprovaram a transformação do fundo imobiliário em FIAGRO, ampliando a política de investimentos para incluir diferentes ativos ligados às cadeias do agronegócio. A PwC emitiu opinião sem ressalvas; os principais focos da auditoria foram a mensuração das cotas de renda fixa e a avaliação dos imóveis e da participação em companhia fechada, cujos critérios foram considerados consistentes com as informações examinadas.
Em 6 de fevereiro, o patrimônio líquido era de R$ 690,0 milhões. A carteira incluía R$ 472,3 milhões em nove imóveis ligados à logística, armazenagem e terminais, R$ 139,3 milhões em cotas de fundo de renda fixa e R$ 104,8 milhões em participação integral na Fazenda Santo Antonio Participações, ligada a uma fazenda na Bahia recebida no contexto de uma operação de CRI inadimplida. O balanço também registrava R$ 26,4 milhões a receber e R$ 39,5 milhões em obrigações relacionadas a opções de compra de imóveis.
No período, BTAL11 apurou lucro líquido de R$ 45,2 milhões, equivalente a R$ 7,56 por cota, com receitas de aluguéis de R$ 26,8 milhões. O resultado também foi influenciado pela valorização contábil dos imóveis, de R$ 9,5 milhões, e por uma perda de R$ 14,3 milhões na avaliação das ações da companhia fechada. Foram declarados R$ 36,6 milhões em rendimentos, correspondentes a 100% da base de resultado caixa; o total pago no período foi de R$ 39,2 milhões, incluindo valores anteriores. O valor patrimonial por cota era de R$ 115,34 e o fechamento de mercado em 6 de fevereiro foi de R$ 88,42.
O documento destaca riscos de crédito, concentração e avaliação dos ativos, além de fatores próprios do agronegócio, como clima e variações nos preços de commodities, e possíveis mudanças regulatórias ou tributárias. Por ser um fundo fechado, as cotas não podem ser resgatadas livremente e a venda depende do mercado secundário, que pode ter baixa liquidez. O investimento não conta com garantia de rentabilidade nem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.