BODB11

BOCAINA INFRA - FDO INV COTAS FDO INV INFRA RF CP

Relatório Gerencial - Julho/2026

FI-Infra

Referência

18/08/2026

Entrega

18/08/2026 19:14

Resumo

O BODB11 é um fundo de renda fixa de crédito privado, com foco principalmente em debêntures incentivadas de infraestrutura. Em 31 de julho, antes da distribuição, a cota de mercado era de R$ 7,63 e a patrimonial, de R$ 8,05. O fundo pagou R$ 0,09 por cota em 7 de agosto, equivalente a yield mensal de 1,18% e anualizado de 15,1% sobre a cota de mercado; segundo o relatório, a distribuição é isenta de IR para pessoas físicas. O carrego médio dos ativos de crédito era de IPCA+11,15%, e de IPCA+11,07% incluindo a parcela de caixa. A carteira tinha 59 posições em 11 setores, duração média de 5,7 anos e 87,7% do patrimônio em ativos com rating A- ou superior. Em julho, foram compradas quatro debêntures de energia e transporte, somando cerca de R$ 12,9 milhões.

A gestora relata que os spreads de crédito se estabilizaram parcialmente em julho, após se ampliarem entre fevereiro e maio. As taxas elevadas das NTN-Bs e os spreads ainda altos pressionaram os preços das debêntures e a cota patrimonial pela marcação a mercado, embora tenham elevado o carrego da carteira. Desde o início, o retorno da cota patrimonial ajustado pelas distribuições foi de 53,34%, ante 44,05% da NTN-B de referência. Em julho, a cota patrimonial subiu 0,93%, enquanto a cota de mercado recuou 2,18%. O fundo encerrou o mês com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 522 milhões e 24.414 cotistas; o volume negociado foi de R$ 18 milhões.

O relatório também destaca a venda integral das debêntures da MEZ Energia, concluída em junho após atrasos de obras, aumento de custos e piora nas perspectivas de geração de caixa, que elevaram o risco de reestruturação da dívida. A saída teve impacto negativo equivalente a R$ 0,31 por cota, já refletido na cota patrimonial, parcialmente compensado por remarcações positivas em outros ativos e por uma reserva acumulada. A gestora informa que não mantém exposição ao grupo e que realocou os recursos. O documento também relembra a saída de Águas do Sertão em agosto de 2025 e informa que, em julho de 2026, a Moody’s Local rebaixou o rating da emissão de A+.br para B-.br, citando atrasos nos desembolsos de financiamento do BNB e riscos de liquidez e reestruturação.