Nas demonstrações de BBIG11 para o exercício encerrado em 30 de junho de 2026, a KPMG emitiu opinião sem ressalvas. O patrimônio líquido fechou em R$973,3 milhões, ante R$1,028,8 milhões no ano anterior, e o passivo total somava R$592,8 milhões. As propriedades para investimento foram avaliadas em R$1,272 bilhão; a auditoria destacou essa mensuração como principal assunto por depender de estimativas de fluxo de caixa, vacância e taxas de desconto.
A carteira imobiliária incluía participações no Shopping Rio Sul (33,27%, avaliado em R$872,5 milhões), Pátio Paulista (9,52%, R$253,5 milhões) e Pátio Higienópolis (5,65%, R$146,1 milhões). No período, BBIG11 concluiu a venda de 9% do Pátio Paulista por R$226,9 milhões e de 9% do Pátio Higienópolis por R$236,7 milhões; parte do pagamento desta última operação foi recebida em cotas do XPML11, que somavam R$99,3 milhões no fim do exercício. O saldo de CRIs, de R$560,8 milhões em 2025, foi zerado, embora permanecesse uma obrigação de R$263 milhões relacionada à securitização.
O lucro líquido foi de R$30,7 milhões, abaixo dos R$165,2 milhões do exercício anterior, refletindo, entre outros fatores, menor ganho com a reavaliação dos imóveis e redução das receitas de CRIs. O fundo distribuiu R$86,2 milhões, equivalentes a 100% do lucro ajustado pela base de caixa; R$1,98 milhão ainda a pagar em 30 de junho foi quitado em 15 de julho de 2026. Ao fim do período, a cota patrimonial era de R$9,82 e o preço de fechamento na B3, de R$6,34, ante R$7,39 em 30 de junho de 2025.