No relatório de agosto de 2026, o AZPL11 manteve a distribuição de rendimentos estável em R$ 0,075 por cota, somando R$ 3,14 milhões distribuídos. O resultado líquido do fundo registrou avanço expressivo, passando de R$ 3,16 milhões em julho para R$ 3,71 milhões em agosto, impulsionado pelo crescimento da receita financeira, que subiu de R$ 821 mil para R$ 1,28 milhão. Como o resultado superou o montante distribuído, a reserva acumulada não distribuída expandiu de R$ 1,51 milhão para R$ 2,08 milhões. No fechamento do mês, a cota patrimonial passou de R$ 8,61 para R$ 8,63, enquanto o valor da cota de mercado ajustada recuou de R$ 7,45 para R$ 7,31, acompanhado de uma ligeira redução na base de cotistas, de 5.796 para 5.685 investidores.
Na estrutura patrimonial, a novidade foi o surgimento da alocação no FII Data Center, com valor de R$ 16,1 milhões, correspondendo a 4,4% do patrimônio líquido do fundo. Além disso, o fundo voltou a registrar operações compromissadas no passivo, no montante de R$ 16,6 milhões, utilizadas para investimento adicional em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). A fatia total alocada em crédito encerrou o mês em 52,4% do patrimônio, ante 52,0% no mês anterior.
Na carteira de crédito, o volume total alocado passou de R$ 187,6 milhões para R$ 189,6 milhões, com a duration média subindo de 1,8 para 2,3 anos. A remuneração média da parcela atrelada ao CDI teve elevação de CDI + 2,75% para CDI + 2,95% ao ano, enquanto a fatia indexada à inflação permaneceu em IPCA + 10,90% ao ano. Entre as principais movimentações nas operações, destaca-se a redução da exposição corporativa no CRI Direcional de R$ 13,5 milhões para R$ 5,1 milhões, a entrada direta do CRI Patteo Klabin no montante de R$ 11,0 milhões e o aumento na posição do CRI Pivô para R$ 7,4 milhões.
No segmento de galpões logísticos, que contempla os ativos em Cajamar e Jandira, a ocupação física seguiu em 100%. A gestão pontuou que revisionais já acordadas serão refletidas nos próximos meses e que segue negociando as pendências do ano. O destaque dessa carteira foi uma reorganização significativa no cronograma de vencimentos e revisionais: a concentração de contratos com vencimento em 2026 caiu de 54,0% para 7,6%, enquanto os vencimentos a partir de 2028 aumentaram de 20,9% para 67,3%. O mesmo comportamento ocorreu no gráfico de revisionais, no qual a fatia prevista para 2026 recuou de 54,0% para 8,0%, alongando o perfil contratual do fundo. A alavancagem atrelada ao imóvel de Jandira via CRI devedor permaneceu em R$ 19,7 milhões, com taxa de IPCA + 7,60% ao ano e vencimento previsto para janeiro de 2030.