As demonstrações financeiras do ALZC11 em 30 de junho de 2026 receberam opinião sem ressalvas da EY, que concluiu que apresentam adequadamente a posição financeira e os resultados do fundo. O principal assunto de auditoria foram os CRIs, que representavam 78,1% do patrimônio líquido e cuja avaliação depende de modelos e premissas de mercado; os auditores consideraram aceitáveis os critérios utilizados pela administração.
O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 172,0 milhões, ante R$ 185,6 milhões um ano antes, e o valor patrimonial por cota passou de R$ 9,26 para R$ 8,81. A carteira tinha R$ 134,3 milhões em CRIs (78,1% do patrimônio líquido), R$ 25,1 milhões em cotas de FIIs (14,6%), R$ 12,1 milhões em renda fixa (7,1%) e R$ 3,2 milhões em fundo multimercado (1,9%).
O lucro líquido foi de R$ 14,8 milhões, comparado a R$ 7,2 milhões no exercício anterior, e o lucro por cota passou de R$ 0,36 para R$ 0,76. O resultado incluiu ajustes negativos de valor justo de R$ 5,9 milhões nos CRIs e R$ 3,1 milhões nos FIIs. Pela apuração em regime de caixa, foram declarados R$ 24,2 milhões em rendimentos, equivalentes a 95,07% do resultado de caixa e a uma média de R$ 1,23 por cota; R$ 2,3 milhões ainda estavam a distribuir no encerramento.
Os cotistas aprovaram reduzir de 80% para 75% do patrimônio líquido a exposição mínima a CRIs, mantendo o limite máximo em 130%, e permitir até 5% em fundos financeiros destinados a investidores profissionais. Sobre notícias envolvendo a Virgo, a administração informou que o ALZC11 não tinha ativos diretamente ligados às operações mencionadas e que os CRIs em carteira permaneciam adimplentes, sem impacto material identificado na rentabilidade ou na liquidez.