O relatório de agosto de 2026 do ALZC11 destaca o encerramento da 4ª emissão de cotas, que captou aproximadamente 82,9 milhões de reais junto a investidores profissionais mediante integralização em dinheiro, CRIs e cotas de FIIs. Com a conclusão da oferta, o patrimônio líquido do fundo expandiu de 222,8 milhões de reais em julho para 249,7 milhões de reais em agosto, e a base de cotas subiu de 24,38 milhões para 28,24 milhões. Em contrapartida, a cota patrimonial registrou redução no período, passando de 9,14 reais para 8,84 reais.
Em relação à distribuição de rendimentos, o fundo pagou 0,09 reais por cota em agosto, frente aos 0,10 reais distribuídos em julho, mantendo-se dentro do guidance semestral de 0,09 a 0,10 reais. O resultado mensal gerado foi de aproximadamente 0,1418 reais por cota, mas a gestão reteve 0,0517 reais por cota para recompor reservas, movimento oposto ao de julho, quando houve consumo de 0,0016 reais por cota da reserva. A retenção foi justificada pela previsão de menor recebimento de juros em setembro e outubro decorrente da deflação de 0,32% no IPCA de agosto.
No encerramento de agosto, a carteira de CRIs representava 72% do patrimônio líquido em 23 operações, abaixo do mínimo regulamentar de 75% devido à liquidação de ativos no último dia do mês. A gestora informou que o patamar regulamentar foi restabelecido no início de setembro com a venda parcial da posição em FIIs e reinvestimento em crédito imobiliário. Além disso, a entrada dos novos papéis aumentou a participação de CRIs com taxas mais elevadas e diluiu a relevância das operações inadimplentes da carteira, Casa e Vídeo e Fragnani, que juntas fecharam o mês representando menos de 1% do patrimônio.
A remuneração média da carteira em IPCA ficou em IPCA mais 12,26% ao ano, indexador que representa 75% das operações, enquanto a fatia pós-fixada encerrou em DI mais 3,70% ao ano, equivalente a 25% da carteira. Na comparação entre as posições de julho e agosto, observou-se a saída de operações como Wimo e SB Vale dos Guimarães. O fundo também deu sequência ao programa de recompra de cotas, tendo adquirido e cancelado 90.873 cotas em agosto a um preço médio de 7,33 reais por cota, o que representou um deságio de 17,07% em relação ao valor patrimonial.