No relatório gerencial referente a setembro de 2026, o ALZC11 registrou um patrimônio líquido de R$ 250,5 milhões e cota patrimonial de R$ 8,89, ante R$ 249,7 milhões e R$ 8,84 em agosto. O período representou o primeiro mês completo de operação após a conclusão da 4ª emissão de cotas, que havia elevado o patrimônio do fundo em cerca de 40%. Durante o mês, a gestão deu continuidade ao programa de recompra, adquirindo e cancelando 70.649 cotas ao custo médio de R$ 7,37 por cota, com deságio de 17,11% sobre o valor patrimonial, enquanto a base de cotistas apresentou leve avanço para 11.153 investidores.
A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,09 por cota, correspondendo a um dividend yield anualizado de 14,6% sobre o valor de mercado (equivalente a 124,9% do CDI bruto). O resultado gerado pela carteira de crédito recuou de R$ 0,1349 por cota em agosto para R$ 0,0877 em setembro, refletindo o impacto da inflação mais baixa registrada em julho. Para sustentar o patamar de distribuição no piso do intervalo previsto, houve consumo de reservas no mês. A gestão sinalizou a expectativa de manter o mesmo rendimento de R$ 0,09 em outubro devido à deflação de agosto (-0,32%), projetando melhora de carrego e proventos maiores nos meses seguintes com o ajuste das alocações e a recuperação do índice inflacionário.
Na composição do portfólio, a participação dos CRIs avançou de 72% para 75% do patrimônio líquido, restabelecendo o percentual mínimo determinado pelo regulamento após a integralização da última oferta. O caixa líquido recuou de 11% para 9%, e a alocação em fundos imobiliários permaneceu estável em 17%. Houve ajustes na composição dos créditos: foram integradas as operações São Benedito VG e THCM Terrazul Campinas, enquanto os papéis You Vista Madalena, You Park Mariana e ABMais Jardim Arizona deixaram a listagem do fundo.
A divisão por indexadores fechou setembro com 75% da carteira de crédito atrelada ao IPCA, com taxa média ponderada de inflação mais 12,12% ao ano (frente a 12,26% em agosto), e 25% indexada ao CDI, com remuneração de taxa DI mais 3,65% ao ano (contra 3,70% no mês anterior). Na segmentação por risco, os loteamentos passaram a representar 51% do total (ante 47% em agosto), seguidos por término de obra com 23% e crédito corporativo com 15%. O portfólio encerrou o período com 23 operações ativas, das quais quatro permanecem inadimplentes ou em renegociação, totalizando menos de 2% do patrimônio do ALZC11.