O informe anual registra que o AGRX11 mantém uma carteira de crédito investida em CRAs ligados a produtores de soja, milho, algodão e sementes. Ao fim de junho de 2026, 81% do patrimônio líquido estava aplicado em ativos-alvo. A gestora ampliou a reserva de liquidez diante do cenário desafiador do agronegócio e pretende reinvestir as amortizações dos CRAs em ativos compatíveis com o perfil de risco e retorno do fundo.
O resultado contábil do exercício foi reportado em R$ 26,459 milhões. Apesar do crescimento de 2,2% na produção agrícola nacional em 2025/26, o período teve juros altos, custos de produção voláteis e queda nos preços de commodities, limitando o caixa de pequenos e médios produtores. Para o próximo ciclo, a gestora aponta riscos climáticos associados ao El Niño, que pode afetar a segunda safra em algumas regiões, e menciona como fatores de possível alívio a recuperação recente dos preços agrícolas e os cortes na Selic.
O informe destaca riscos de crédito, concentração, liquidez, fatores macroeconômicos, jurídicos e socioambientais, entre outros, e declara que o fundo não possui processos judiciais. A base reúne cerca de 19,6 mil cotistas; dois investidores pessoa jurídica detêm, respectivamente, 10,69% e 20,21% das cotas. A política de distribuição estabelece que os rendimentos devem seguir o regime de competência e respeitar o limite do lucro contábil apurado.