Em agosto de 2026, o AFHI11 reportou um resultado em regime de caixa de R$ 5,15 milhões, equivalente a R$ 0,97 por cota, apresentando recuo em relação aos R$ 6,06 milhões (R$ 1,15 por cota) apurados em julho. A distribuição mensal foi mantida em R$ 1,00 por cota, o que demandou uso pontual da reserva acumulada de lucros, que passou de R$ 0,51 para R$ 0,49 por cota. O saldo de correção monetária não distribuída encerrou o período em R$ 0,45 por cota, ante R$ 0,49 no mês anterior, totalizando uma reserva conjunta de R$ 0,94 por cota. A redução na receita de atualização decorre da defasagem média de dois meses dos CRIs indexados à inflação, que refletiram o IPCA de junho (0,16%). O gestor destacou que a pressão sobre as receitas de correção continuará nos meses seguintes devido aos índices de julho (0,07%) e de agosto (-0,32%), momento em que as reservas serão utilizadas para linearizar os rendimentos.
O patrimônio líquido do fundo atingiu R$ 505,16 milhões, contra R$ 503,54 milhões em julho, com a cota patrimonial subindo de R$ 95,21 para R$ 95,52 por reflexo da marcação a mercado dos títulos. A base de cotistas expandiu 1,39%, somando 39.265 investidores. Na composição de risco do portfólio, observou-se aumento da exposição High Grade de 72,42% para 74,37%, acompanhada da diminuição da fatia High Yield para 25,63%. Em termos de indexadores, a carteira encerrou com 70,13% em IPCA, 28,63% em CDI e 1,24% prefixado. Cabe pontuar que a taxa média das posições atreladas ao CDI avançou de CDI + 2,01% para CDI + 2,51%, com a duration média desse grupo se estendendo de 3,18 para 3,80 anos.
Na movimentação de ativos, a gestão manteve a rotação da carteira para capturar o patamar elevado da Selic e papéis inflacionários com taxas superiores à média histórica. O principal destaque de entrada foi a inclusão do CRI TRX Mercado Livre, com aporte de R$ 10,00 milhões a uma taxa de IPCA + 9,46%, e a compra de R$ 10,05 milhões nas séries do CRI MRV a CDI + 3,00%. O fundo também reforçou posições existentes nos CRIs Galleria Bank VII (R$ 2,78 milhões), Bem Brasil e Rede D'or. No lado das desinvestimentos, houve a alienação integral do CRI FGR a IPCA + 9,25%, gerando ganho de capital e TIR anualizada de 16,45%, além da aceitação de oferta de liquidação facultativa do CRI Embraed por R$ 2,71 milhões a CDI + 3,50%, resultando em TIR final de 17,86%.
O fundo segue sem endividamento ou estrutura de alavancagem, mantendo 100% das suas operações adimplentes. As operações compromissadas reversas ativas, que no mês anterior representavam R$ 32,06 milhões e rendiam 89% do CDI líquido, foram liquidadas conforme pactuado em setembro, recompondo a liquidez do fundo, cujo caixa fechou agosto em 7,57%. Por fim, a nova operação indexada ao IPCA que vinha sendo mencionada teve seu processo de estruturação estendido e tem previsão de liquidação na primeira quinzena de outubro.