No relatório de gestão referente a setembro de 2026 do AFHI11, o fundo registrou uma receita de R$ 5,21 milhões e um lucro em regime de caixa de R$ 4,77 milhões (R$ 0,90 por cota), apresentando recuo em relação aos R$ 5,15 milhões (R$ 0,97 por cota) apurados em agosto. O arrefecimento do resultado decorre sobretudo da redução na linha de correção monetária, reflexo da defasagem de dois meses da baixa inflação de julho (0,07%). Apesar da menor geração operacional no mês, o rendimento distribuído foi mantido no patamar de R$ 1,00 por cota, viabilizado pela utilização parcial das reservas acumuladas, que passaram de R$ 0,49 para R$ 0,39 por cota, além de haver R$ 0,34 por cota em saldo de inflação acumulada e não distribuída. A cota patrimonial subiu de R$ 95,52 para R$ 96,13, refletindo a marcação a mercado dos títulos no fechamento do período.
No âmbito das alocações, o principal evento foi a conclusão da estruturação e liquidação primária do CRI EPO, no montante de R$ 14,77 milhões a IPCA + 10,00% ao ano, lastreado em contratos de loteamento. No mercado secundário, a gestão deu continuidade ao aumento da exposição em operações IPCA+ com taxas superiores à média da carteira, adquirindo tranches do CRI Rede D'Or (R$ 157,5 mil a IPCA + 9,99%), CRI GARE Atacadão (R$ 459,8 mil a IPCA + 9,19%), CRI Bem Brasil (R$ 1,40 milhão a IPCA + 9,68%) e CRI RBVA GPA (R$ 443,5 mil a IPCA + 9,99%), além do reforço pós-fixado no CRI RNI (R$ 2,77 milhões a CDI + 1,99%). Em contrapartida, ocorreu a liquidação integral do CRI Nação, gerando uma taxa interna de retorno anualizada de 17,75% ao longo de 66 meses. Em função dessas compras, os recursos em caixa e compromissadas recuaram para 5,11% do patrimônio, contra 7,57% mantidos em caixa no encerramento de agosto.
Com a recomposição, os Certificados de Recebíveis Imobiliários passaram a representar 94,89% dos ativos do fundo. A fatia indexada ao IPCA aumentou de 70,13% para 71,61%, com taxa média passando de IPCA + 8,69% para IPCA + 8,75% ao ano e prazo médio de vencimento (duration) estendido de 4,96 para 5,49 anos. A alocação em CDI reduziu-se de 28,63% para 27,20%, com taxa média mantida em CDI + 2,50% ao ano, e a parcela prefixada permaneceu em torno de 1,19%. Na segmentação por perfil de risco, a categoria High Grade recuou de 74,37% para 72,76%, enquanto as operações High Yield subiram para 27,24% da carteira, registrando-se 100% de adimplência em todas as obrigações contratuais.
Em sua análise de conjuntura, a gestão pontuou que o impacto negativo da inflação no resultado caixa continuará em outubro, reflexo da deflação de agosto (-0,32%), justificando o uso das reservas acumuladas para garantir a linearidade dos proventos. Foi destacada também a forte volatilidade do mercado financeiro em outubro decorrente do cenário político-eleitoral, com abertura acentuada nas taxas de juros reais futuros, movimento que tende a pressionar a marcação contábil a mercado dos papéis indexados ao IPCA nos próximos relatórios, embora crie oportunidades para compras adicionais no mercado secundário a taxas atrativas. A base de investidores do AFHI11 encerrou setembro em crescimento, alcançando 40.640 cotistas, alta de 3,50% no mês.